quarta-feira, 18 de maio de 2016

Resgatando a família de Deus



Introdução ao estudo sobre família. 
Manaus, maio/2016.


É muito comum ouvirmos ou lermos orientações sobre casais, casamento, filhos... família, sem que essas separem o que há - o mundo chama de família - e o que Deus planejou para a “ser” família.

Para corrigirmos esta confusão conceitual e prática, precisamos entender que a falsa sabedoria: o humanismo em geral, a psicologia, a filosofia e as religiões nenhuma contribuição trará.

Comete-se um grande erro quando pensamos que Deus criou a família que hoje conhecemos e até convivemos.

É correto afirmar que Deus criou a família, e correto também trazer à discussão os efeitos do pecado sobre a humanidade e consequentemente sobre a família. Mesmo parecendo pessimista, as Escrituras garantem que a família criada por Deus sucumbiu ao pecado (Rm 3.23).

Não que Deus tenha sido “incapaz” de preservá-la, mas pelo fato da total incompatibilidade entre Deus e sua família e escolha livre de Adão pelo mal. Nessa escolha Deus puniu a todos: homem, mulher, natureza, o próprio satanás, trazendo a morte como pena pelo pecado.

Tudo que vemos está sob a sentença de Deus - a morte (Rm 5.12). Sendo ela a testemunha implacável desta verdade - ninguém pode negá-la! 

Corroborando com a morte devemos avaliarmos a nós mesmos: nossa incapacidade de compreender a Deus (Rm 3.11), de buscá-Lo, nossa inimizade com Ele (Rm 5.10; Cl 1.21), tudo isto mostra que a criação – a humanidade inclusive – está sob a maldição da morte.

O que faz com que o casamento segundo Deus seja uma impossibilidade no mundo que vivemos. 

E o que, sem o sangue de Cristo, o que se constrói - as famílias – tem o selo do pecado, da maldição de Deus (Rm 8.22ss) não deve ser considerado a família original criada por Deus. 

Não será um ajuntamento religioso, conduzido por um ministro que resgatará a santidade exigida para constituição da família de Deus. Mas, se remidos pelo sangue do salvador, somos capazes, por meio de Jesus, restabelecer o correto relacionamento com Deus (Rm 8.1). Apenas nesta, e somente nesta, condição podemos construir – resgatar – o que foi perdido por Adão no Éden (1 Co 15.45). 

Nossa oração é que Deus nos instrua para, revestidos de Sua justiça, resgatarmos o que, lá no princípio, sem pecado, nem morte, Deus estabeleceu.

Para tanto, é necessário identificarmos o plano original de Deus para o homem e mulher, avaliá-lo e, por fim, persegui-lo. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

A verdade com prazo de validade



Porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)

A grande dificuldade para reduzirmos nossas incertezas advém da falta de um modelo - verdade - a seguir. Algo que comprovadamente aferido e confiável transcenda o tempo, garantindo-nos o “melhor” nas nossas escolhas, dando-nos esperança.

A falta desse modelo é característica marcante de nosso contexto. Não pela ausência de modelos, pelo contrário, há infinitos modelos, contudo quando submetidos a avaliação ao longo do tempo, mostram-se falhos, pois estão prontos a serem substituídos. E esses postos à disposição constroem os valores mentais e fundamentam as escolhas da vida humana.

Multiplicam-se a cada momento, substituindo aqueles que até então mostravam-se verdadeiros. Evidencia que o existente está apenas à espera de substituição. Um “novo” modelo, lançando fora o que ousava ser verdadeiro.

Claro fica que o disponível – verdades – está caduco, levando sempre ao engano, às ilusões. 

Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa. 

A falta de esperança destruiu o futuro, e o prazer legitimou-se como meio e fim da existência– acreditam buscar a felicidade.  Nada é permanente, nada é satisfatório. A estupidez distribuiu sabedoria e a verdade foi substituída pelo experimento... e tudo se fez novo! O novo amor, a nova moral, a nova família, o novo conhecimento, a nova verdade.

Sutilmente, foi introduzida a morte que substancia a “nova vida”: tudo que há está prestes a morrer, a ser substituído pelo seu outro. A dinâmica do novo garante a morte entranhada na “vida”. 

Divertem-se, brindam a “nova vida” - a morte - todos os dias. 

A escravidão da novidade contaminou a percepção humana para não ver que a morte destruiu a própria vida. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ESPERANÇA, A ÚNICA ESPERANÇA.




Igreja Batista Regular do Japiim, Manaus. 1/mai/16

O Senhor afirma de seu santo templo que há uma “única esperança” (Ef 4.4), nenhuma outra mais.

Chego-me ao dicionário e leio: “esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal”. Ou "não há esperança sem medo, nem medo sem esperança". Pergunto: Esta é a definição de esperança? É como a humanidade a entende?

Percebo sua completa insuficiência para expressar o que o Senhor imprimiu na mente e no coração de seu povo, e mais... está em desacordo com o que o Deus afirma.
Para que possamos esquadrinhá-la fracassarei buscando-a apenas em meus sentidos. Sou advertido pela bondade de Deus, pois, ao me regenerar e me fazer sua habitação, fez-me compreender que em mim bem algum habita - percepções, instintos e intelecto falseiam em relatá-la.
Sabendo-me incapaz do amor, da fidelidade, da bondade, da mansidão aceitáveis a Deus, minha incapacidade pessoal avulta: Sem mim nada podeis, diz o Senhor. (Jo 15.15).
A esperança que deve vir a todos nós nesta noite é ensinada por aquele que, manso e humilde de coração, descansou minha alma. (Mt 11:29). Que Ele nos ensine, esta é minha oração.
Começamos com as perguntas necessárias na busca do verdadeiro significado da esperança - a única esperança. 
O que é?  Como tê-la?  O que dela compreender?
Como posto anteriormente, não a encontraremos na sabedoria terrena, tampouco nas respostas prontas, nos poetas, ou sonhadores; a filosofia ou a religião não podem nos ajudar. A Esperança que emerge das Escrituras está além dos muros da percepção natural. 
Devemos iniciar indo ao Velho Testamento, lá nossas mentes encontrarão as respostas que desejamos.
A ideia do termo, como os hebreus a concebiam, era esticar-se em direção a algo. Segundo essa compreensão, a esperança conduzia a pessoa a algo fora ou além dela. Assim, eles “viam” a esperança em dois aspectos: Convicção e Motivação - longe de ser um sentimento com base em uma possibilidade - como concebido pela mente humana.
A convicção soprava (motivava) a ação em direção ao objeto. A certeza do fato futuro garantia e impelia em direção da esperança.
Na mente dos hebreus a “esperança” imbricada estava às promessas de Deus. A dependência do poder e da fidelidade de Deus nutria aquele povo, sendo algo muito além do aspecto religioso, era uma questão civil, nacional.
É necessário sabermos que um ponto histórico foi determinante para o desenvolvimento da “consciência da esperança” no seio da vida dos hebreus: a revelação de Deus a Abrão.
As promessas para Abraão estavam voltadas para sua (1) longevidade e respeitabilidade, (2) sua descendência, (3) e ser ele motivo da bondade de Deus sobre os demais povos. E a circuncisão selou - e é o sinal - desta aliança.
Percebe-se que, mesmo dependendo da ação divina, os hebreus enfatizavam sua concretização no âmbito do mundo natural. Bastava-lhes a etnia para lhes serem garantidas as bênçãos de Deus.
Adicionou-se à aliança com Abraão – já em seus descendentes - o parêntese da Lei. Nela, Deus formalizou critérios inatingíveis para permanência dos hebreus na aliança com Deus. Contudo, a própria Lei forneceu um sistema de sacrifícios  garantindo assim, uma solução cruenta para suprir a incapacidade do povo para submeter-se à Lei.
Sob a Lei, ao invés reconhecimento da santidade de Deus e da pecaminosidade do povo, os hebreus a adotaram - com uso dos sacrifícios - para banalizar o relacionamento com Deus. Assim, a Lei e a circuncisão passou a ser o  instrumento que garantia as promessas de Deus - mecanizaram-se a convicção e a motivação relacionadas à esperança. 
Com as circunstâncias experimentadas, os hebreus foram premidos a desenvolveram cada vez mais a ideia de esperança voltada para terra, livramento dos inimigos, colheita etc. Com as questões relacionadas ao mundo futuro garantidas, a esperança passou a ser aqui e agora.
A garantia da filiação de Abrão – circuncisão - e os sacrifícios sedimentaram essa forma de perceber a esperança. Assim, a esperança – engolida pela formalidade - passou a contemplar eventos totalmente naturais. E essa ideia de esperança consolidou-se durante os séculos. Mesmo que digam as Escrituras que Abraão em esperança creu contra a “esperança”. (Rm 4.18)
Mas Deus - que é rico em misericórdia e seu grande amor - permite-nos contemplar em meio a essa “esperança nacional” uma luz que alumia em a “esperança”dos hebreus:
“Pois sei que meu Redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra e - depois de consumida minha carne - verei a Deus em minha carne”. (Jó 19.25-26)
Há em Jó uma percepção de futuro particular, sua esperança está entrelaçada a valores paralelos, remetendo-nos para além dos muros da nação dos hebreus.
Identificam-se a presença, o poder e a eternidade do Redentor, garantindo a Jó – em outra carne – a presença do Senhor. Contempla além da terra, da colheita, dos inimigos. Incomum aos textos do Velho Testamento, alarga nossas mentes e nossos corações com a profundidade, altura, largura e comprimento que apenas a sabedoria de Deus nos permite.
Deus trazia em Jó a mesma esperança impressa no coração de Abraão. Se Abraão esperou contra esperança, igualmente Jó o faz.   
Preserva a mesma ideia da convicção sobre o futuro, contudo, o Redentor ganha uma dimensão impensável até então. Transforma a figura do cordeiro refém de seu ofertante, colocando-se em Sua dependência. O cenário traz o Redentor poderoso e eterno, e Jó se sabe além desta vida.
Tal esperança, a despeito de sua grandiosidade e sempre despertada pelos profetas do Senhor, ocultou-se em meio aos anseios nacionalistas e privilégios conquistados pela Lei e carne - circuncisão - do povo. E lá esteve por milhares de anos.  

Ao chegarmos ao Novo Testamento, Simeão contempla Jesus e diz:
“Despede em paz teu servo, segundo a tua palavra, pois meus olhos já viram tua salvação. Luz para as nações e gloria para Israel”. (Lucas)
Simeão contemplava sua particular esperança, resgatando Jó e seu Redentor. Retomada a luz do redenção, há uma ruptura com a dimensão nacionalista da esperança. Não há circuncisão, Lei, terra a ser conquistada, cordeiros a serem sacrificados. Aos pés do Redentor, que vive, ele sabe que se levantará sobre a terra e Simeão verá a Deus... em outra carne.
São lançadas sobre nós luzes dos céus que nos revelam a esperança do Senhor. O que Deus revelara a Jó e a Simeão: a certeza do futuro criado PARA e PELO Redentor.
E mais havia nas promessas de Deus para Abraão: “em ti serem benditas todas as famílias da terra”. Sim, a esperança de Jó e Simeão estava posta como luz para os gentios.  Sim, Deus, trouxe sua esperança, iluminando-nos, nós que vivíamos nas trevas.
É Deus quem nos diz quem éramos e o qual nossa esperança: “Portanto, lembrai-vos que outrora vós, gentios na carne... estáveis naquele tempo sem Cristo, separados da comunidade de Israel, estranhos aos pactos da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”. (Ef 2.11-13)
Há um contraste com o uso do “outrora” e do “agora”. Percebe-se que “outrora” refere-se ao tempo em que “estávamos sem esperança, sem Cristo, sem Deus, fora da aliança”. E depois lemos o “agora”, referindo-se ao acesso às alianças, a Deus, a Cristo por meio do sangue – do Redentor. Podemos dizer: Nosso Redentor vive.
Sim, a esperança nos foi adicionada por Deus por meio do sangue de Cristo - Seu Cordeiro santo. Somos obrigados a reconhecer que não tínhamos, tampouco sabíamos sobre sua existência, mas ela nos foi concedida. Ela, não fazia parte de nós, de nossa natureza. Aquilo que Jó contemplou, que Simeão contemplou, a esperança no Redentor - Cristo... Pelo seu sangue, alinhamo-nos àqueles santos.
A esperança de Deus sendo demasiadamente complexa e tão profunda não caberia no homem natural:
Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós,”. (1 Pe 1.3-4)
Sim, Deus, em sua misericórdia, nos gerou em nós mesmos, para assim imprimir em nossos corações esta excepcional esperança. Alinhamo-nos não somente a Abraão, a Jó, a Simeão e tantos outros, alinhamo-nos ao próprio Deus. Pois lemos: “pelas quais ele nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”. (2 Pe 1:4)
E Pedro mais nos diz: “pelo poder de Deus somos guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo” (1 Pe 1:5)
O que se pode argumentar? Deus em Sua grande misericórdia nos recriou, nos inseriu em sua própria natureza para termos esperança e com Seu poder garantiu que nos conduzirá até Ele.
A convicção que Deus ensinou aos hebreus está posta em nosso coração.
E... eu sei em quem tenho crido e estou bem certo que ele é poderoso para me guardar até aquele dia.
Sim, a convicção que Deus ensinou aos hebreus está posta em meu coração.
A esperança sai das Escrituras e nos diz (1 Jo 3.2-3): “Ainda não é manifesto o que havemos de ser, seremos semelhantes a ele, como ele é, o veremos. E aquele que tem esta esperança se purifica, assim como ele é puro!”.
Sim, serei semelhante a Ele. Esta é a esperança, a única esperança.
Em outra carne, o verei como ele é. E Deus me fornece a motivação de minha esperança: Purificar-me, como ele é puro.
A esperança - convicção – atua em nossos membros, constrangendo-nos – graças a Deus! – para caminharmos em Sua direção. Sabendo que Ele é santo e na certeza de encontrá-Lo, eu me purifico.
Esta é a esperança, não saiu do nosso intelecto, dos sonhadores, veio do alto, do nosso Senhor. Deus a implantou em nosso coração, quando nos falou: Filho, tu és meu.
Convicto, nosso Redentor vive, e por fim se levantará sobre toda a terra e depois desta carne, seremos revestidos de outra carne e estaremos para sempre com o Senhor... e o veremos assim como Ele é.


Não há outra esperança. 

sábado, 5 de março de 2016

A santidade caiu em desgraça ou O avivamento do pecado


(Paulo Brasil. Mogi das Cruzes - SP)

A santidade caiu em desgraça no mundo evangélico. 

Há claro domínio do secularismo e pecado aberto em nossas Igrejas, e a santidade, por ser santa, foi disciplinada, e por não coadunar-se com o pecado - não se arrepender por ser santa -  foi excluída, banida da “igreja”.

O que, há tempos atrás, foi objeto de preocupação e, ao mesmo tempo, objetivo da vida da Igreja, nem mais faz parte da agenda de ensino das igrejas... e da consciência religiosa.  

Fomos inundados por patriarcas, apóstolos, pastores, conferencistas, preletores, teólogos, educadores ímpios - ungidos das trevas, cuja intrepidez dá-se apenas na busca do dinheiro dos (in) fieis e projeção pessoal.

Trouxeram fogo estranho, nele o falso poder substituiu a verdade, e a soberba e o escândalo servem como testemunhos de fé, assim o pecado foi oficializado como estratégia para obtenção do sucesso "determinado".

A cruz e o sangue do Senhor foram negociados por vantagens e canais de tv. E o Espírito de Deus foi revisado em cursos de psicologia. E a tudo isso deu-se o nome de avivamento. Nele os louvores do oportunismo gospel, como gotas de orvalho saem de lagoinhas e sustentam o cenário de trevas e horror dedicado a satanás. 

Esses desconhecendo o caminho do Senhor se introduziram furtivamente em nosso meio. 

Homens que desde muito foram destinados para este juízo. Ímpios que convertem em dissolução a graça soberana de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

Enganadores se banqueteiam entre si, apascentam apenas a si mesmos, sem nenhum pudor. São como nuvens sem água levadas pelo vento; árvores sem folhas, nem frutos - inúteis, apenas com aparência de utilidade. Para esses, Deus reservou a negritude das trevas. 


O Senhor lhes trará o juízo. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Não desperte o amor (Cantares 2.7)


(Paulo Brasil. Mogi das Cruzes - SP)

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que queira. (2.7; 3.5; 8.4)

VIVENDO SOB O AMOR
A palavra namorar tem sua origem na LÍNGUA ESPANHOLA. Vem do termo “estar en amor”, e daí o verbo “enamorar”, chegando ao que utilizamos “namoro”. Assim, quando falamos em namorar, sabendo ou não, falamos em "estar em amor", VIVENDO SOB O AMOR.

Descobrir o que os espanhóis tinham em mente quando se referiam ao “em amor”, nos seria inútil e dispendioso.  

A despeito do termo namoro estar caduco pelo crescimento do pecado e da imoralidade. Devemos voltar nossa atenção, pelo menos, pela ideia presente: "estar em amor".

Iludimo-nos quando, por sermos casados, dispensamos lições fundamentais sobre o amor. CASADOS OU NÃO devemos avaliar o que expressamos ou pensamos do amor. Sempre haverá um tempo precioso para aprender do Senhor - o Senhor do amor.

Devemos sair para ouvir o que o Senhor do amor tem a nos dizer. Pois, apenas o SENHOR DAS ESCRITURAS nos ensinará a “estar em amor”.

CANTARES E O AMOR
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que queira. (2.7; 3.5; 8.4)

Por três vezes o SENHOR nos adverte: “não acordeis nem desperteis o amor, até que queira”. Devemos considerar a importância do tema, ao ponto do Senhor repeti-la.

O amor segundo o Senhor deve aguardar o tempo certo para ser despertado. O que seria esse amor?

É comum no mundo religioso referirmo-nos as palavras gregas que nos levam ao que hoje chamamos de amor. Para efeito deste post apenas duas devemos alçar:
ÉROS, refere-se ao amor romântico — o amor físico e AGÁPE, termo presente no Novo Testamento, tanto é utilizado para expressar amor físico, quanto ao amor de Deus.

É clara a descrição do Senhor: o amor ali é entre homem e mulher - muitos associam ao termo “amor Eros”. 

Por incrível que pareça, muitas pessoas sábias e sérias, contornam este livro, outras não gostam de vê-lo como ele é. E, por ascetismo, forjam uma hermenêutica estranha, afastando-se da verdade e do propósito de Deus, e levando consigo outros tantos.

Deus nos fala abertamente sobre o amor na dimensão física entre homem e mulher. Reconheçamos, é obra Dele!

Um dos PROPÓSITOS DA CRIAÇÃO DE MACHO E FÊMEA foi permitir e conduzir suas criaturas ao amor físico. Mesmo distorcido pelo pecado é criação do Senhor. 

“Far-lhe-ei uma mulher; e MACHO E FÊMEA, serão os dois uma só carne”. 

Isto não contraria os mandamentos santos do Senhor, pelo contrário os confirma. São bênçãos de Deus para suas criaturas.

A QUESTÃO

Precisamos entender que o amor físico necessita de Princípios Divinos para se expressar segundo Deus, e não das emoções e volatilidades da mente humana.

Contudo, não devemos esquecer que o Senhor nos alerta: há um tempo certo para despertar “esse amor”! Resta-nos saber esse tempo. Sim, é a PERGUNTA QUE DEVEMOS FAZER.

Essa resposta, não deveria, mas passou a ser confusa. Pois, há no mercado religioso várias soluções disponíveis – Tempo da Inocência, Tempo da maturidade, Tempo de esperar... Tempo certo. Todas humanas, portanto desqualificadas e enganosas para nosso intento.

Devemos nos assegurar que esse tempo PERTENCE EXCLUSIVAMENTE A DEUS, que por certo não negligenciaria, tampouco deixaria a cargo de nossas mentes – pecadoras - tão sublime resposta.

Por outro lado, nos alerta o texto ao afirmar que recai sobre cada um nós – “Filhas de Jerusalém” – IDENTIFICAR o tempo oportuno para o “despertar o amor”.

Devemos perguntar: Senhor quando é o tempo do amor?

Garanto-lhes que devemos aprender antes e depois nos avaliar. Aqui a prática é por demais perigosa e enganosa. Pois, se fugimos dos conceitos humanos, mais ainda devemos fugir de nossas intuições ou “percepções”. Deixemo-nos à verdadeira sabedoria. (Pv 2.6; 3.5)

A praticidade humana sem observação de princípios divinos leva à carnalidade. Há riscos e decepções iminentes em amar sem conhecer o amor, são esses riscos que lançaremos fora.

O AMOR ROMÂNTICO pode e deve contribuir para a felicidade, e faz parte do presente momento que vivemos e conhecemos, mas precisamos que esse AMOR seja conduzido e vindo do Senhor.

E tomemos para nós: ó filhos e filhas do Senhor, ouçamos o que Ele diz.

Em 1 João 4:16 está escrito:

“E nós CONHECEMOS, E CREMOS no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem “está em amor” está em Deus, e Deus nele”.

Diz o texto que “ESTAR EM AMOR” é:

CONHECER o amor que Deus nos tem
ACREDITAR no amor que Deus nos tem.
VIVER a vida de Deus.

Não me parece que o Senhor tenha disposto essa ordem aleatoriamente. E devemos atentar que o Senhor nos conduz a uma DIMENSÃO COMPLETAMENTE DIFERENTE a respeito do que sabíamos ou pensávamos de “estar em amor”.  

Construamos a partir do texto as dimensões do “estar em amor” segundo o Senhor do amor.

CONHECIMENTO O AMOR QUE DEUS NOS TEM

Em João 3.16 o Senhor nos diz: Eu conheci o amor de Deus: dar a si em benefício do outro e “nisso” se realizar.

CONHECENDO O AMOR E SUAS IMPLICAÇÕES
Quem é Deus? 
O amor agindo em minha direção e permitiu conhecê-lo, pois eu não sabia.
Saber que conheci ao Senhor, mas suas grandezas estão acima de minha compreensão. (Ef 3:19). Preciso, pois, deixar minha mente cativa ao que o 
Senhor me permite conhecê-Lo, contudo, sem entendê-Lo em toda sua gandeza.
COMUNICOU-SE COMIGO. Não compreendo, mas O ouvi.
BENEFICIOU-ME. O que jamais havia sentido, senti, mas não compreendi.
Revelou Seu caráter e conheci sua santidade pela A MORTE DE SEU FILHO... E POR MIM! E ainda, Conheci sua misericórdia e graça.
Fez-me saber que Ele é totalmente diferente de mim.
Conheci suas promessas: NADA ME SEPARARÁ DESTE AMOR. (RM 8.39).
E me inundou de seu amor, derramando em nossos corações (Rm 5.5)

A FÉ – CRER NO AMOR QUE DEUS NOS TEM

CRENDO NO AMOR E SUAS IMPLICAÇÕES 

Meu pecado enganava minha mente, quem eu pensava ser e que amava;
Cri nesse amor e uma NOVA MENTE se moldou em mim - ascendi à nova dimensão, outra perspectiva)

Uma nova dimensão.
Fez nascer dentro de mim uma nova disposição.
Antes era apenas, Penso e logo existo; agora, além de, CREIO, por isto EXISTO. 
A fé aniquilou os meus pecados, romperam-se-me o império das trevas, das limitações e conhecimentos impostos. Surgiram a paz, esperança, a convicção do ser de Deus. Que mesmo além, está aqui. O ESPÍRITO - certeza de convivência

Precisa crer no amor para ser conduzido ao amor, senão como meu amor agradaria a Deus? (Hb 11.6). O SENHOR nos dirá: Que o amor sem fé é pecado. (Rm 14.23)

A PRÁTICA - PRECISA MANIFESTAR DEUS
VIVENDO A CRISTO E SUAS IMPLICAÇÕES

O Senhor nos diz em Gl 2:20:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. 

Há em nós uma ação real e passiva no viver a Cristo: O amor de Deus se apropriou de mim, e no seu amor - que agora também é meu - vivo Cristo e não eu mais, mas Deus vive em mim. Ele vive em mim, vive a minha vida.

Há um Senhor, há um servo... e este sou eu.

O amor do meu Senhor fluiu pela minha mente, alma e membros. Preciso, assim, amar com o seu amor
O pecado sugeria-me o senhorio e o “meu amor” era para minha glória. Para prazer e vantagens em busca de meus interesses.

Meu AMOR NÃO conhecia, NÃO cria em CRISTO, era meu e não Dele.

Agora no amor sei quem é o Senhor. Já não sou eu quem amo, mas Cristo ama por meio de mim.

A REGRA DO AMOR - OBEDECER A PALAVRA DE DEUS

O amor, por ser de Deus, tem prazer na verdade. (1 Co 13.6).
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. (Jo 14:23)

O amor deve ser provado:
Pedro tu me amas? E o amor leva nossa mente a ouvir  o SENHOR: obedeça-me!

Sim, agora, conheço, creio e vivo a Cristo: “estou em amor”.

O amor nos une à pessoa amada, nos une Àquele que nos conduz, o Pastor.

Sim, e quando poderei despertar o amor?

Enquanto não pedir: GUIA-ME às águas tranquilas, a descansar em verdes pastos, NÃO DESPERTE O AMOR!

Enquanto não pedir: GUIA-ME por veredas justas para sentir paz, NÃO DESPERTE O AMOR!

Enquanto não pedir: GUIA-ME com tua vara e o teu cajado, isso me consolará e não temerei mesmo em caminhos sombrios da morte, NÃO DESPERTE O AMOR!

Não desperte o amor, pois nenhum amor a ser despertado!

QUANDO DESPERTAR DO AMOR

Só desperte o amor quando conhecer o SENHOR do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando, pela fé, perceber-se objeto do Senhor do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando suas escolhas glorificarem o Senhor do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando ler Cantares, o poema:

“O meu amado é meu, e eu sou dele” (Ct 2:16)

E sua mente identificar que primeiramente "o meu amado" é o Senhor. 

E seu coração não se conter de gratidão por Aquele te amou primeiro, e que deu seu único Filho para que pudesses verdadeiramente “estar em amor”

AÍ SIM, DESPERTE O AMOR, POIS ELE O QUIS.  

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Esaú, Jacó ou Deus?





"Como está escrito: Amei Jacob e aborreci a Esaú. Que diremos pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois dizia Moisés: Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem de que corre, mas de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei: Para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra. Logo pois compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer". (Rm 9.13-18)

(Texto de Horácio Boanerges)


Entre Esaú o primogênito de Isaque, e Jacó seu segundo filho, não interfere, somente a soberania de Deus. Mas as inclinações ambíguas dum coração materialista e isento de Fé. 

Esaú se sentia senhor por si mesmo... Senhor de si e demais, incluindo mais particularmente Jacó. Mas também, tantos que pudessem arrebanhar para si. E assim, se deu... Logo Esaú dispersou do seu povo e começou a se ajuntar com estranhos, futuramente iria até comandá-los. Esaú seria o primeiro chefe supremo duma nação que nasceria sob sua égide. Até por que, à priori, sua primogenitura decretava assim: Ser cabeça, e não cauda. 

Quanto a Jacó, este se sentia um servo; o servo do seu irmão. Mas quando Esaú vendeu seu direito de primogenitura, fê-lo agindo diretamente na Carne. Porquanto indiretamente ele agia por Cálculo: Ele mataria Jacó num ímpeto caso Jacó ousasse "enganá-lo”... Não que ligasse da "Primogenitura" como fautora de algo sobrenatural. Mas como por algo que demandava Poder... Aqui, na Terra! Tanto é que logo que se sentiu "enganado", Esaú prometeu matar seu irmão. A interferência de Rebeca neste episódio a favor de Jacó foi profética: "Caia sobre mim tal maldição". Rebeca agia Inspirada por Deus. Este fez vê-la que, o filho mais velho serviria ao mais novo. 

Certamente Esaú seria indigno de possuir a Primogenitura. Esta seguiria em linha reta ao encontro do Messias. Entrementes, lembremos igualmente de Rubens o primogênito de Jacó, este também não mereceria a dignidade da “Primogenitura”, também o Messias não nasceria tendo este como ancestral. Ambos tinham graves defeitos éticos ou morais. Portanto eram espiritualmente indignos de comparecer como ancestrais de Jesus. “Paradoxalmente”, Raabe, a meretriz seria uma das avós de Jesus. Também Tamar que se fingiu de prostituta para gerar de Judá. Tamar não agira na Carne. Embora Judá o fizesse. Ambas, Tamar e Raabe agiriam na Fé. Também Rute, a moabita. Esta agiria na Fé. 

E como sem Fé “É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS”...

Então temos: Esaú e Rubens, dois privilegiados pela primogenitura sendo secundados por seus dois irmãos mais novos: Jacó e Judá respectivamente. Paralelamente temos: três mulheres gentias que embora consideradas indignas de pertencer à raça Eleita, estas viriam a sê-lo: fazer parte do elenco mais Santo: Serem ancestrais de Jesus. Mas por que se foi o mesmo Deus que decretara contra as mulheres gentias; através da lei mosaica, destas jamais ser dignas de tal sorte?


Ora! Deus é Deus. Vai daí que, quem age sem Fé, jamais poderá agradá-Lo. Seja judeu ou gentio. Mas tendo Fé, Ele se agrada de TODOS! Mesmo tendo que fazer exceção à Regra que Ele mesmo criou... Mesmo sendo uma ex prostituta, e fim de papo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Anjos e, ou demônios?



(texto de Horácio Boanerges)

É interessante que os esotéricos veem anjos em quaisquer lugares. Mas demônios nunca. Pior que para ocultar desta "pseuda" desfaçatez, eles apontam para os cristãos (bíblicos) como fanáticos, ignorantes, hipócritas etc...

E haja anjos caindo à solta para enchimento dos sacos em geral. Então restaria saber, quem é quem nesta estória. Se os cristãos, se os esotéricos.

Acontece que em todas as tradições ou civilizações, seja do passado mais remoto, Ou inerente a época atual; sempre contaram anjos e demônios participando face a economia humana... Seja: ambas as facções existem, e coexistem se antepondo tais como são; ou seriam: anjos e demônios.

Em síntese teríamos: Aqueles a lutar pelo Céu. Estes a seguir Lúcifer na sua rebelião contra Adonai. Neste contexto, ambos, A Bíblia e o Ocultismo concordam: Há uma luta entre Adonai e Lúcifer.

Então perguntamos: quem são aqueles que estão do lado de Adonai?... Quem são aqueles que estão do lado de Lúcifer? Bem! Para os verdadeiros cristãos, Adonai O Deus Criador é o Único Deus.

Mas para os Ocultistas (ou esotéricos), Lúcifer "também" é "deus"... Seja: além de Adonai o Deus Criador, Lúcifer também é considerado "deus" pelos ocultistas. Este seria seu Grande Mestre, e seus "anjos" os "Mentores".

Certamente Lúcifer não passa dum servo fujão, um servo que teima em lutar contra seu Senhor. O qual pacientemente espera que através do Verdadeiro Ensino (Evangelho), os escravos de Satanás se convertam a Deus. MAS, se quiserem!

Afinal, O Democrata nesta estória toda, é Adonai. Tão Democrata que permite que, se não quiserem reinar com Ele no Céu, possam reinar com esse outro no Inferno... Se isto é assim, perguntamos: Quem são os fanáticos, hipócritas. Ou ignorantes aqui. 

Afinal de contas quem esconde o jogo, fingem esconder. Ou ignoram do fato. São os esotéricos, não nós...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Discernindo


(texto de Horácio Boanerges)

Sobre os Dons diríamos: É comum entre os protestantes tradicionais aludir acerca dos Dons como algo que pertença ao passado. Como coisa que já não precisamos. Pior que citam as Escrituras. Mas citam misturando o que a
Bíblia diz com aquilo que eles imaginam que ela esteja a ensejar.

Assim: ... mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas,
cessarão; havendo ciência, desaparecerá". Porque, em parte, conhecemos, e
em parte profetizamos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é
em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho  em enigma, mas  então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.  Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três, mas a maior destas é a caridade. (1 Co 13.8-13)

Obs. Será que a ciência, por exemplo, também já desapareceu do cenário cristão? Agora observemos que logo a seguir, no capítulo 14 1 Paulo diz: Segui a caridade (uma das quais permanece), e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o dom de profetizar. Rsrsrsrs. Cheque Mate! Porquanto certamente em parte conhecemos (O conhecimento das Escrituras) e em parte profetizamos (tocados pelo Espírito Santo que habita a Igreja ou Corpo de Cristo... Infelizmente Satanás adora imitar as coisas de Deus, misturando sua saliva podre à lama humana. Não para fazer alguém enxergar. Mas para ficar cego dos dois olhos e escutar toda “profetada” que brota da boca insensata. Seja dos seus servos diretos (feiticeiros), seja dos seus servos "indiretos". Ou falsos profetas. Mas até que não é tão difícil assim conhecê-los.


É só ter o DOM do "Discernimento" irmão. Discernimento dos espíritos. "Pior" que acho que trago este dom.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Estou na rede... divagações e soberba



(Texto produzido por Horácio Boanerges, com apoio de Paulo Brasil)

Sobre o texto "Estupidez em rede (Viva o Facebook!)" 



“A simples divagação”... Basta esta frase para compendiar o restante.Ora! “Até o tolo quando se cala passa por sábio”. Enquanto a Bíblia enseja assim, Satanás enseja o contrário: validando qualquer divagação, fazendo-a bem vinda. Assim, haja divagações, e essas se apresentam como verdades. E a “sabedoria popular” ganha status de verdade passando a ser harmonizada e incluída junto - e mesmo contra - os Absolutos de Deus.

E "A Verdade" mesmo sendo ABSOLUTA, por meio das divagações mais variadas, absurdas ou estúpidas, passa a ser relativizada, convivendo ao lado ma mentira e do devaneio. Levantando-se em direção oposta à verdade, sai em defesa e fundamento do orgulho humano. Justificando sua busca e atingindo o objetivo desta rede e das demais. Enfim, o orgulho e a divagação se tornam um casal perfeito nas mãos de Satanás para acalentar seus filhos e encantar até àqueles que utilizam o nome do Senhor.

O que não nos surpreende:

“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito pois que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça: o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Co 11:14-15)

sábado, 30 de janeiro de 2016

Anjos e, ou demônios?


(Texto de Horácio Boanerges)

Subsiste no psiquismo das massas, algo como gravado com ponteira de ferro que, embora subjazendo latente, certamente transcende através dos recessos mais profundos da nossa consciência, vindo aflorar, mesclado a sentimentos dos mais variáveis, alguns situados no mundo sensível, outros abstraídos segundo idiossincrasias notáveis desde o surgimento da raça. Segundo a proto-história, há resquícios de andanças do homem de cá para lá na busca de paragens melhores que aquelas deixadas para traz. Ou, talvez, instado a deixá-la por questões mais prementes, este veio vaguear através do “vale da sombra da morte” até encontrar alhures algo “semelhante” àquele. Eis a Mística acompanhando o homem à Esperança maior: a vinda do Messias.


A volta a “Idade de Ouro”, a noção do Paraíso Perdido, a Pedra Filosofal, a Fonte da Juventude etc. faz parte ativa da esperança humana face o reencontro com o passado perdido. Porém, o sujeito dessa esperança maior, não está consignado nas premissas acima. Porem num Ser que indica o Messias. Independente das conclusões ou não conclusões de alguns, a História, a Filosofia e, principalmente a Mística indicam assim. Quanto à ciência humana, esta subjaz incapaz de mensurar: “Quem sou, donde venho, para onde vou?”. Pois têm como base apenas as coisas inerentes ao Mundo Sensível. Todavia, mesmo a ciência, esta conclui ser a lei de Causa e efeito algo axiomático. Logo, é inútil negar que a doutrina da Criação é incompatível à ciência. Pelo contrário, a doutrina da criação é evidenciada por outras leis. A Lei de hereditariedade de Mendel é uma delas, a qual é análoga com a “estória” contada no livro do Gênesis. É interessante que a palavra Genética, consta de dois elementos bem sugestivos: “Gen” e “Ética”... Seria a Ética do Gênesis sendo proclamada como à luz das metáforas? Achamos que sim.  

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Paganismo e sedução



(Texto produzido por Horácio Boanerges, com apoio de Paulo Brasil)

Sim, todo padreco, principalmente àqueles que "fingem" excesso de blandícias, julgam apresentarem-se qual "Deus". Ou pior, estar acima do Deus; ter mais autoridade do que Este. Porquanto todo "Sacerdote" católico vê-se assim: "um deus". E até que são deuses... deuses tipo Belzebu. O deus das esterqueiras.

Mas de onde os padres buscam legitimar seu título de Sacerdote?

Será mediante a Lei mosaica? Claro que não. Pois, se assim fora teriam que ser hebreus, e da tribo de Levi, serem circuncidados, casarem-se... praticarem o judaísmo.

Seria segundo o sacerdócio universal dos crentes; como a palavra de Deus nos chama? Claro que não, porquanto se fora se casariam também. Ou permaneceria solteiro conforme a escolha de Paulo. Sim! Solteiros e verazmente castos... praticarem o cristianismo – que diga-se, abomina os ídolos.

Não há legitimidade no título, pelo contrário, são entregues a todo tipo de devassidão, como percebemos acontecer na “padraiada” em geral. Enfim, todo padre é um lunático, alguém que persegue, na mesma intensidade, na mesma loucura de Satanás, ser "Deus", querer ser "Deus". Tentar atingir o número Sete, porem jamais passarão da periódica de número 666... JAMAIS!

Apegando-se a essa oportunidade – seria oportunismo? - temos o padre Fábio de Melo.

Esse é uma das eminências pardas atuais. Infelizmente até alguns crentes "pararam na dele". Imagine que coragem – e desinformação, alguns o veem como um revolucionário, um novo Lutero. Acontece que Roma sabe usar de paus de dois bicos, até de três, até de quatro ou mais. É ai que entra a figura do herói; do "simpatiquinho" aos crentes. E engolem o sofista de meia tigela com batina e tudo.

Certa vez, num de seus vídeos, disse: "Quando vou para Belém acompanhar a procissão do sírio de Nazaré, não é Maria que estou seguindo. Mas a criança que ela tem nos seus braços”.

Criança nos braços? Um boneco de gesso! Seguidor de boneco! Isso é paganismo puro!

Suas palavras, segundo ele próprio, devem significar algo “revolucionário”, inédito. Isto está de acordo com o seu perfil de “formador de opinião” – o mundo das estrelas.

Contudo, sua frase nada mais é que cegueira, idolatria e usura. “Aquilo” - o boneco - é tão espúrio e ridículo, quanto a moderna deusa pagã Maria (Semíramis). Apenas, o abandono da razão pode creditar alguma validade às palavras do padre.

E Deus o confronta:

“Todo o homem é embrutecido no seu conhecimento; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida é mentira, e nelas não há espírito”. (Jr 10.14)

A ignorância permite dizer: Que legal! Um bonequinho de gesso, que não anda, não fala, que não tem vida, vem sentadinho no colo da Semíramis atual.

Mas, eu digo: Ah um dia falará! Quando as forças do mal reinarem sobre a terra! Por enquanto o “catolixismo” romano prepara essa estrada.

Enquanto isso, rogo ao Senhor em meu coração:

“Eu te exaltarei. Ó Deus, rei meu, e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos e para sempre.”(Sl 145.1)