Porque sem
mim nada podeis fazer.
(Jo 15:5)
A
grande dificuldade para reduzirmos nossas incertezas advém da falta de um
modelo - verdade - a seguir. Algo que comprovadamente aferido e confiável transcenda
o tempo, garantindo-nos o “melhor” nas nossas escolhas, dando-nos esperança.
A
falta desse modelo é característica marcante de nosso contexto. Não pela
ausência de modelos, pelo contrário, há infinitos modelos, contudo quando submetidos
a avaliação ao longo do tempo, mostram-se falhos, pois estão prontos a
serem substituídos. E esses postos à disposição constroem os
valores mentais e fundamentam as escolhas da vida humana.
Multiplicam-se a cada momento, substituindo aqueles que até então mostravam-se verdadeiros. Evidencia que o existente está apenas à espera
de substituição. Um “novo” modelo, lançando fora o que ousava ser verdadeiro.
Claro
fica que o disponível – verdades – está caduco, levando
sempre ao engano, às ilusões.
Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa.
Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa.
A
falta de esperança destruiu o futuro, e o prazer legitimou-se como meio e fim
da existência– acreditam buscar a felicidade.
Nada é permanente, nada é satisfatório. A estupidez distribuiu sabedoria
e a verdade foi substituída pelo experimento... e tudo se fez novo! O novo amor,
a nova moral, a nova família, o novo conhecimento, a nova verdade.
Sutilmente,
foi introduzida a morte que substancia a “nova vida”: tudo que há está
prestes a morrer, a ser substituído pelo seu outro. A
dinâmica do novo garante a morte entranhada na “vida”.
Divertem-se, brindam a “nova vida” - a morte - todos os dias.
A escravidão da novidade contaminou a percepção humana para não ver que a morte destruiu a própria vida.

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