segunda-feira, 6 de maio de 2019

O catolixismo romano enquanto obra diabólica, condena a sexualidade entre o par humano no Éden; enquanto puros. O que é uma bestialidade intelectual duma organização demoníaca que peca mais que ninguém, contra o sexo lícito que,havia, sim, no Jardim, entre Eva e Adão. Não há pecadores piores na consumação sexual que os padres, bispos, cardeais, papas e freiras católicas. Todos destinados a mais profundas das profundezas do INFERNO. 

sábado, 19 de janeiro de 2019

Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?



Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?

A questão apesar de pouco (ou nenhum) significado alguns tëm oferecido soluções durante alguns séculos. Não se pode negar que traz implicações que devem (ou podem) ser consideradas. Se (talvez) não traga nenhum benefício, é válida sua abordagem para considerar como se pode em busca da lógica, negligenciar o texto. 

Um cuidado inicial.

É necessário afirmar que em nenhuma parte das Escrituras a relação sexual, em sua natureza, é vinculada ao pecado – apesar do termo comum utilizado no original da árvore do conhecimento do bem e do mal  e relação sexual (2.9 e 4.1). É contrário so texto sagrado, contrário ao caráter de Deus. E apoia simplesmente em uma vocação religiosa deformada a respeito de propósito da vida sexual. Assim, tal conjectura, por ser absurda e estranha ao texto bíblico, não é considerada, e não será ela quem conduzirá o desenvolvimento do tema, tampouco influenciará as conclusões finais. Assim, o texto descarta tal conjectura. 

Possibilidades do relacionamento no Éden

O intervalo de tempo vivido no Éden. Não sabemos qual intervalo de tempo em que nossos pais permaneceram no Éden. Mas, houve tempo suficiente para tornar possível Adão se relacionar com Eva;

O contexto vivido. Adão e Eva eram pessoas perfeitas, adultas, e foram comissionadas para se reproduzirem (Gn 1.26-27). Em tese, nenhum impedimento moral, físico ou de qualquer outra natureza nos foi informado que evitasse que ambos pudessem ter relações no Éden, tornando possível que mantivessem relações sexuais.

Assim, tanto o período em que estiveram vivendo no Éden, tanto o contexto que desfrutaram, permitem a possibilidade de Adão e Eva haverem se relacionado no Éden.

Contudo, as Escrituras não trazem (em seus textos) qualquer alusão, citação direta ou indireta, que de fato, tais possibilidades tenham ocorrido. Fazendo com que tais possibilidades, sejam apenas conjecturas.

As consequências das POSSIBILIDADES haverem ocorrido. 

Ao considerar que as POSSIBILIDADES tenham ocorrido. Como  Adão e Eva não eram estéreis (Gn 5.3), teríamos obrigatoriamente a existência de filhos do Éden. Trazendo graves as implicações. Esses filhos nasceram sem pecado, portanto imortais – OBRIGATORIAMENTE. Contrariando Gênesis 6.5-7 e nem mesmo o dilúvio os teria matado. Portanto, permaneceriam ainda entre nós. E  qualquer um deles poderia poderiam com sua morte nos redimir – contrariando o Sl 49.7-8. Não haveria a necessidade da vinda do Senhor ao mundo para morrer na cruz (mais uma vez contrariando Gn 3.14-15). Este desdobramento, é preciso negá-lo.

Podemos concluir que a existência de relacionamento sexual ainda no Éden é apenas um possibilidade, sem referência bíblica, e ainda com a implicação dos desdobramentos totalmente contrário à verdade revelada.

Vamos aos primeiros registros das relações sexuais. (dois interessam) 

O primeiro em Gn 4.1 diz: “E CONHECEU Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim... É a primeira citação de uma relação sexual – entre Adão e Eva. O termo conheceu utilizado pelo escritor tem a ideia de “experiência concreta”.

O segundo em Gn 4.25 que diz: “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um filho...

O uso do termo “tornou” na segunda citação traz a ideia de continuação ou repetição. O escritor sagrado ao escolher este termo quis dar entender que tal evento já ocorrera anteriormente. E a única vez em que usou o texto “conhecer” foi em Gn 4.1. O que indica que o Primeiro ou Anterior “conhecer” se deu após o Éden.

Caso, quisesse o escritor, indicar a prática de uma relação no Éden, teria usado o termo “tornou” em Gn 4.1. Assim, estaria registrado que na concepção de Caim, Adão “ tornou a conhecer Eva”. Portanto, o uso do termo Conheceu, sem o “tornou” permite afirmar que Adão e Eva não se “conheceram” no Éden, mas sim, quando foram expulsos de lá.


Vejo que as “Possibilidades” identificadas anteriormente, sejam, como já dito, seja contrárias às Escrituras. Adão e Eva não tiveram relações sexuais no Éden – não por se constituírem em pecado – mas pelo fato das Escrituras orientarem no sentido contrário, e os textos citados permitirem tal conclusão.  


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O mesmo plano, todos os anos

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Sempre que se aproximam os finais de ciclos, costumamos a pensar no que devemos fazer para realizar nossos desejos dentro desse novo ciclo. Melhor salário, menos peso, mais isso, menos aquilo. E, nesse ciclo, que um dia foi novo, raramente, avaliamos onde estamos, o que fizemos ou deixamos de fazer. O tempo perdido, ficou para trás. E o próximo mês, o próximo ano, a próxima semana ganham poder mágico. Pois, esses determinam o reinício, ou mesmo início de algo.

Instintivamente, ou não, fazemos planos. Sabemos aonde temos que chegar, em um determinado tempo. O tempo definirá o esforço. Pois a cada dia que passa, devemos seguir em direção ao que foi estabelecido, aquilo que desejamos.

Como o tempo é um recurso que não se recupera, passou, passou,  precisamos utilizá-lo com sabedoria, entendê-lo como um adversário. Pois, a todos, sem misericórdia, arremessa para frente, nos coloca diante das coisas desconhecidas. Do incontrolável. É ele que nos ensina a saudade, nos envelhece, dá-nos a sabedoria fora de moda. E, principalmente, é ele quem nos projeta poderosamente para eternidade. Lá estaremos, querendo ou não. Este imperativo adverte-nos que dentre todos os planos que fazemos, nosso plano para eternidade é o maior deles. Os demais planos devem, a partir dele, serem feitos.

Se não temos certeza sobre nossas metas eternas, onde estaremos na eternidade, nenhum outro plano faz sentido, pois todos esses são planos enganosos. Pois, são levados pela incerteza da meta final.

A leitura da carta de Tiago, aprendemos que devemos pedir sabedoria a Deus, pois ele a dá liberalmente. E sobre planejar, no capítulo 4, diz que a autonomia, é cega por desconhecer que o amanhã está sob a vontade daquele que é poderoso para permitir os frutos do esforço humano. Dos nossos planos. Planejar, desconsiderando a existência e a vontade de Deus, é soberba. E, alerta que coração que conhece o Senhor, planeja em humildade, desejando que seus planos estejam segundo a vontade daquele que retribuirá segundo sua justiça, tanto aqui, como na eternidade.

Por isso, primeiro pense em sua eternidade, e depois faça seus planos, de forma que agradem a Deus. 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Deus e seu perdão, o único perdão.

O PERDÃO

NOSSOS DIAS.
Vivemos dias difíceis, dias em que as teorias humanas se apresentam como norma divina.
A pouca leitura das Escrituras, a frágil meditação têm produzido o ambiente adequado para que o homem religioso, tomando a si mesmo como referência, determine o que é certo, justo e bíblico. Este é o cenário que vivemos ou enfrentamos.
As advertências das Escrituras sobre os dias maus servem para o púlpito apenas, e  deveríamos considera-las para entendimento de nossa realidade, contudo, elas não nos afligem, tampouco nos forjam para o contato adequado com o mundo.
Os conceitos bíblicos estão sendo determinados e orientados pela agenda das redes, pelas tendências do mundo secular, de modo que cada um arbitra sua conveniência às questões fundamentais da fé cristã. Essa dinâmica, pouca leitura, pouca meditação e descaso, fez das Escrituras um ambiente próprio para curiosidades e especulações, e as verdades fundamentais passaram à segunda linha da fé cristã. Nesse contexto encontra-se o perdão ensinado pelo Senhor. Livre e soberano o saber humano estabeleceu seu próprio conceito de perdão,  estabelecendo e, até mesmo, excluindo o que Deus deixou para seu povo.
Este texto, opondo-se a tais tendências, oferece uma perspectiva bíblica a respeito do perdão. Os santos devem avaliar, e as discordâncias serão consideradas.
Que Deus seja engrandecido!

IDEIA & SIGNIFICADO SECULAR
O perdão pressupõe existência de ofensa, ou dívida, sem esta, não existirá a necessidade do perdão. 
Sua ideia é “deixar passar”, “deixar ir”. Significando “a soltura voluntária de uma pessoa, por alguém que detém poder sobre ela”. Em termos jurídicos é “desobrigar de um vínculo legal”. Esses conceitos são obtidos a partir da análise de termos originais e não tinham aplicação ou sentido religioso.

O PERDÃO DE DEUS
Entendendo o conceito secular de “deixar passar”, ou desobrigar de pagamento”, nesse sentido de não cobrar as ofensas, não se ajusta ao que Deus estabeleceu como perdão. Pois, segundo Deus, quanto à ofensa, ou se é inocente ou culpado. Deus não deixa “desobrigado” o culpado, tão pouco “culpa” o inocente. (Ex 34.7; Nm 14.18; Na 1.3). Logo, é necessário entender que o perdão oferecido por Deus tem particularidades que devem ser consideradas afim de entendermos sua justiça. Lembrando que não temos a liberdade para estabelecer o critério da justiça que Deus para perdoar. É Ele o Senhor Justiça nossa. Portanto, a justiça pertence ao Senhor Deus, Ele é o juiz de toda a terra e nenhum outro padrão de justiça pode conflitar com o seu e permanecer justo (Gn 18.25; Sl 9.7-8; 89.14). Mais ainda somos obrigados a entender e a perdoar conforme Ele perdoa, como diz Sua palavra: “Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” (Mc 2:7, Lc 5.21).

A EXIGÊNCIA DE PAGAMENTO PARA O PERDÃO DE DEUS.
Deus não nos perdoa “deixando-nos ir”, pelo contrário, por haver cobrado de Cristo (que nos substituiu, pagando em nosso lugar). Conforme lemos: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Co 5:21). Assim, não há no perdão de Deus o “deixar ir” sem que Deus haja cobrado de seu Filho nossas ofensas. 

ARREPENDIMENTO & PERDÃO.
O perdão – de DEUS – exige e manifesta o arrependimento – no HOMEM, assim como o arrependimento se realiza no Perdão. Leia o que está escrito: “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38). O arrependimento está associado ao perdão. São conceitos interdependentes, não existem isoladamente. Não há eficácia no perdão sem que haja o arrependimento. Por sua vez, o arrependimento sempre será a contrapartida do perdão.

O ARREPENDIMENTO.
As Escrituras (2 Co 7.9-10) nos ensinam que há a tristeza segundo Deus que não traz pesar, e opera para salvação. E alerta quanto à tristeza segundo o mundo que opera a morte. No texto Paulo fala a respeito de duas “tristezas” – cuja origem e propósito são opostos entre si. A tristeza segundo Deus que opera a vida, e a tristeza segundo o mundo que opera a morte. Assim, devemos entender que há dois sentimentos relacionados à ofensa, ao pecado. Deus constrange levando a vida. O mundo, entretanto, leva à morte.
Para melhor entendimento, leiamos Hb 12.16-17. Diz o texto, Esaú querendo “herdar as bênçãos”, não achou lugar para arrependimento. Em sua tristeza – choro – cobiçava resgatar seus direitos perdidos, e não a tristeza pela consciência da ofensa  contra Deus. Logo, o arrependimento é a tristeza pela ofensa cometida, e é promovida do alto, que a ninguém traz pesar (2 Co 7.10 RA).

UMA CONCESSÃO DE DEUS.
Outro aspecto a ser considerado no perdão, é ser ele uma concessão de Deus (Rm 2.4; 3.25). É Deus quem leva o pecador – devedor – ao arrependimento. É Ele quem busca o ofensor para perdoá-lo. Este é o ensino das Escrituras. “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados”. (Mc 4:12). Da mesma sorte o ato de crer (conversão com o arrependimento) é fruto da misericórdia e graça do Senhor:  “Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como [já] vo-lo tenho dito”. (Jo 10:26). Lemos ainda, que todos os detalhes desta vida decorrem dos soberanos conselhos de Deus: “Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem”. (Jo 19:11). Há evidente incapacidade humana em chegar-se a Deus provendo seu próprio arrependimento. A ação poderosa de Deus permite ao pecador o arrependimento. É o que o Senhor ensina: “Instruindo com mansidão os que resistem, [a ver] se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade” (2 Tm 2:25). O Perdão de Deus não apenas exige, mas capacita o pecador ao arrependimento. 
Todavia estamos envolvidos em mistérios, pois Deus em seu caráter santo e justo deixa de perdoar pecadores. Os textos são evidências: “E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. E eles fizeram assim. (Ex 14:4); Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. (Ex 17:14). Deus não perdoou tais homens, poderíamos nós perdoá-los: Faraó? Ou Amaleque? Judas ou, ainda, satanás? Caso o fizéssemos, faríamos Deus injusto, pois estabelecendo outro critério de justiça para perdoar aos  que não foram perdoados por Deus, invalidaríamos Sua justiça.

CRISTO & SUA MISSÃO.
Além de que o Senhor ao vir a este mundo veio para promover arrependimento entre os homens, por ser uma exigência do perdão, que Ele mesmo ofereceria por sua morte. “E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento”. (Mc 2:17).

O PROPÓSITO.
Entendendo que Cristo pagou pelos nossos pecados, Deus nos perdoa em Cristo, logo a morte de Cristo é o único meio pelo qual Deus perdoa o pecador. Assim, todas as expressões presente na morte de Jesus são componentes do propósito do perdão de Deus. Mostrar seu amor (Rm 5.8). A morte de Cristo em nosso favor permitiu nossa reconciliação com Deus (Rm 5:6-10). O perdão (não imputação do pecado) permitiu a reconciliação (2 Co 5:19-21). O fim da inimizade pelo sangue de Cristo (Ef 2:11-16). Assim, podemos concluir que o perdão tem por finalidade nos levar a reconciliação com Deus. Encerrar de vez a inimizade. Ainda temos a ilustração do pagamento de dívida como exigência para reconciliação (Mt 5.24-26).
A ideia que o perdão é para deixar “leve o ofendido” ou “liberar perdão” não procede das Escrituras, antes, é ensino das trevas.

O ENSINO.
Somos obrigados a compreender e praticar o perdão nas mesmas bases praticadas e ensinadas por Deus, não podemos ter nosso próprio padrão de justiça, fazendo de Deus injusto. E Deus determinou que perdoemos mediante arrependimento. Segundo os textos. “[E] percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados”. (Lc 3:3). “Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe”(Lc 17:3-4). E temos novamente Pedro afirmando ser o arrependimento necessário para o perdão. “E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38).

O APÓSTOLO PAULO.
Paulo ao afirmar que perdoava, o fazia na presença de Cristo, sem oferecer alternativas de fazê-lo fora da justiça de nosso Senhor, pois, caso contrário, satanás seria o vencedor. “... se é que tenho perdoado, por amor de vós o [fiz] na presença de Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Co 2:10).

CONCLUSÃO. 
Chegamos até aqui e muitos conceitos foram necessários, o que exige um sumário das verdades apresentadas.
1.  Deus, apenas Ele, perdoa pecados. Estabelecendo um único padrão para obedecermos, perdoarmos. Não podemos estabelecer nossas próprias regras de perdão, pois, diferindo de Deus, O fazemos injusto. 
2. Deus exige arrependimento, sem o que não há perdão. Perdão e arrependimento são capacidades espirituais, e não provém do mundo, mas de Deus. 
3. Devemos perdoar por ser mandamento do Senhor, um ato de amor, para uma efetiva reconciliação, para usufruirmos da comunhão.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Por que Jesus dobrou o lenço? Fraude e fantasia.



Recebi um texto cujo título é “POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? ” Seu conteúdo faz referência a João 20:7. Que diz: “O lenço, que estivera sobre a cabeça de Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte”. 

A intensão do autor é explicar o motivo pelo qual Jesus, depois de sua ressurreição, pegou o lenço que envolveu sua cabeça no sepulcro, pondo-o à parte. Para isto ele recorre ao que chama de “uma tradição Hebraica da época”. Entretanto, nenhuma fonte é fornecida, para garantir a existência de tal tradição. Busquei a fonte que validasse tal tradição, porém sem sucesso.

O contexto da “tradição Hebraica da época”, sugerida pelo autor, envolve uma refeição. Nela há, o amo, e seu servo, além de condutas, e símbolos. Tal tradição encerra-se com duas lições. Ambas se referem a forma com que o lenço é deixado sobre a mesa. São mensagens do Amo para seu servo. Se ficasse embolado sobre a mesa. Significava. Eu terminei. Porém, se o lenço fosse deixado ao lado do prato significava. Eu voltarei.    

Este significado, "Eu voltarei, é utilizado pelo autor do texto para explicar o cenário no interior do sepulcro, após a ressurreição de Jesus. Assim, a forma com que o lenço é deixado sobre a mesa, na tradição hebraica, dá significado à cena no interior do sepulcro. Ou seja, Jesus ao deixar o lenço à parte, no interior do sepulcro, procurava simbolicamente ensinar sua segunda vinda, de acordo com a tradição.

Mesmo sem evidências sobre tal, mas a aceitando. São vários os aspectos em que se percebe o engodo hermenêutico. Distorções e personalismos são adotados para criar formas ocultas e subliminares de chegar à verdade. Vejamos algumas das distorções presentes na explicação do texto bíblico.

O paralelo sugerido pelo autor une contextos adversos. Comparar uma refeição à morte ou ressureição, sem dúvida impõe ao texto o significado que o autor quer, e não o significado que o texto oferece naturalmente. É necessário sair das Escrituras, para artificialmente, encontrar o paralelo pretendido.

E sobre o texto original de João. Lá não diz que Jesus dobrou o lenço. Diz apenas que, o lenço foi enrolado, e deixado à parte. Não há como estabelecer um paralelo entre o cenário descrito no texto bíblico e na lição oferecida pela tal tradição hebraica.

Outra questão, sugerida pelo autor do texto, que foge completamente às Escrituras, é a relação entre servo e o amo, expostos na tradição. Jesus claramente já dissera aos seus discípulos, os mesmos que entraram no túmulo, que não eram servos, mas amigos. Veja, João 15:15. 


Ainda outro ponto estranho, é a “ ilustração oculta” proposta pelo texto.  Já que o lenço dobrado significa, "Eu voltarei! ”. Jesus ensinava sobre sua segunda vinda.  Não há  necessidade de tratar subliminarmente um ensino já consolidado.  Jesus já havia lhes garantido que voltaria. No Evangelho de João, capítulo 14. Jesus diz aos seus discípulos. Não os deixarei órfãos, voltarei. No Evangelho de Mateus, os discípulos perguntam sobre sua segunda vinda. Dois capítulos. 24 e 25, são dedicados a resposta dada. O que torna sem sentido, ensinar por meio de figuras, aquilo que havia sido feito ás claras.

Podemos concluir que tal interpretação é enganosa. Aproveita-se da fragilidade de nossas convicções. Seus métodos desviam-se dos métodos cristãos. De fato, são próprios das religiões de mistérios. O sucesso que faz em nosso meio, mostra a imaturidade e a autonomia religiosa que vivemos. Onde frases bem elaboradas e novidades tem poder para estabelecer uma nova verdade. Vemos que as pessoas estão ávidas por fazer das Escrituras o suporte para seus devaneios, fugindo do que o Senhor nos deixou escrito. 

Precisamos voltar à simplicidade de Cristo.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Resgatando a família de Deus



Introdução ao estudo sobre família. 
Manaus, maio/2016.


É muito comum ouvirmos ou lermos orientações sobre casais, casamento, filhos... família, sem que essas separem o que há - o mundo chama de família - e o que Deus planejou para a “ser” família.

Para corrigirmos esta confusão conceitual e prática, precisamos entender que a falsa sabedoria: o humanismo em geral, a psicologia, a filosofia e as religiões nenhuma contribuição trará.

Comete-se um grande erro quando pensamos que Deus criou a família que hoje conhecemos e até convivemos.

É correto afirmar que Deus criou a família, e correto também trazer à discussão os efeitos do pecado sobre a humanidade e consequentemente sobre a família. Mesmo parecendo pessimista, as Escrituras garantem que a família criada por Deus sucumbiu ao pecado (Rm 3.23).

Não que Deus tenha sido “incapaz” de preservá-la, mas pelo fato da total incompatibilidade entre Deus e sua família e escolha livre de Adão pelo mal. Nessa escolha Deus puniu a todos: homem, mulher, natureza, o próprio satanás, trazendo a morte como pena pelo pecado.

Tudo que vemos está sob a sentença de Deus - a morte (Rm 5.12). Sendo ela a testemunha implacável desta verdade - ninguém pode negá-la! 

Corroborando com a morte devemos avaliarmos a nós mesmos: nossa incapacidade de compreender a Deus (Rm 3.11), de buscá-Lo, nossa inimizade com Ele (Rm 5.10; Cl 1.21), tudo isto mostra que a criação – a humanidade inclusive – está sob a maldição da morte.

O que faz com que o casamento segundo Deus seja uma impossibilidade no mundo que vivemos. 

E o que, sem o sangue de Cristo, o que se constrói - as famílias – tem o selo do pecado, da maldição de Deus (Rm 8.22ss) não deve ser considerado a família original criada por Deus. 

Não será um ajuntamento religioso, conduzido por um ministro que resgatará a santidade exigida para constituição da família de Deus. Mas, se remidos pelo sangue do salvador, somos capazes, por meio de Jesus, restabelecer o correto relacionamento com Deus (Rm 8.1). Apenas nesta, e somente nesta, condição podemos construir – resgatar – o que foi perdido por Adão no Éden (1 Co 15.45). 

Nossa oração é que Deus nos instrua para, revestidos de Sua justiça, resgatarmos o que, lá no princípio, sem pecado, nem morte, Deus estabeleceu.

Para tanto, é necessário identificarmos o plano original de Deus para o homem e mulher, avaliá-lo e, por fim, persegui-lo. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

A verdade com prazo de validade



Porque sem mim nada podeis fazer. (Jo 15:5)

A grande dificuldade para reduzirmos nossas incertezas advém da falta de um modelo - verdade - a seguir. Algo que comprovadamente aferido e confiável transcenda o tempo, garantindo-nos o “melhor” nas nossas escolhas, dando-nos esperança.

A falta desse modelo é característica marcante de nosso contexto. Não pela ausência de modelos, pelo contrário, há infinitos modelos, contudo quando submetidos a avaliação ao longo do tempo, mostram-se falhos, pois estão prontos a serem substituídos. E esses postos à disposição constroem os valores mentais e fundamentam as escolhas da vida humana.

Multiplicam-se a cada momento, substituindo aqueles que até então mostravam-se verdadeiros. Evidencia que o existente está apenas à espera de substituição. Um “novo” modelo, lançando fora o que ousava ser verdadeiro.

Claro fica que o disponível – verdades – está caduco, levando sempre ao engano, às ilusões. 

Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa. 

A falta de esperança destruiu o futuro, e o prazer legitimou-se como meio e fim da existência– acreditam buscar a felicidade.  Nada é permanente, nada é satisfatório. A estupidez distribuiu sabedoria e a verdade foi substituída pelo experimento... e tudo se fez novo! O novo amor, a nova moral, a nova família, o novo conhecimento, a nova verdade.

Sutilmente, foi introduzida a morte que substancia a “nova vida”: tudo que há está prestes a morrer, a ser substituído pelo seu outro. A dinâmica do novo garante a morte entranhada na “vida”. 

Divertem-se, brindam a “nova vida” - a morte - todos os dias. 

A escravidão da novidade contaminou a percepção humana para não ver que a morte destruiu a própria vida.