Oráculo Contemporâneo
segunda-feira, 6 de maio de 2019
O catolixismo romano enquanto obra diabólica, condena a sexualidade entre o par humano no Éden; enquanto puros. O que é uma bestialidade intelectual duma organização demoníaca que peca mais que ninguém, contra o sexo lícito que,havia, sim, no Jardim, entre Eva e Adão. Não há pecadores piores na consumação sexual que os padres, bispos, cardeais, papas e freiras católicas. Todos destinados a mais profundas das profundezas do INFERNO.
sábado, 19 de janeiro de 2019
Houve relação sexual entre Adão e Eva no Éden?
Houve relação sexual entre
Adão e Eva no Éden?
A questão apesar de pouco
(ou nenhum) significado alguns tëm oferecido soluções durante alguns séculos.
Não se pode negar que traz implicações que devem (ou podem) ser consideradas.
Se (talvez) não traga nenhum benefício, é válida sua abordagem para considerar
como se pode em busca da lógica, negligenciar o texto.
Um cuidado inicial.
É necessário afirmar que em
nenhuma parte das Escrituras a relação sexual, em sua natureza, é vinculada ao
pecado – apesar do termo comum utilizado no original da árvore do conhecimento
do bem e do mal e relação sexual (2.9 e 4.1). É contrário so texto
sagrado, contrário ao caráter de Deus. E apoia simplesmente em uma vocação
religiosa deformada a respeito de propósito da vida sexual. Assim, tal
conjectura, por ser absurda e estranha ao texto bíblico, não é considerada, e
não será ela quem conduzirá o desenvolvimento do tema, tampouco influenciará as
conclusões finais. Assim, o texto descarta tal conjectura.
Possibilidades do
relacionamento no Éden
O intervalo de tempo vivido no Éden. Não sabemos qual intervalo
de tempo em que nossos pais permaneceram no Éden. Mas, houve tempo suficiente
para tornar possível Adão se relacionar com Eva;
O contexto vivido. Adão e Eva eram pessoas perfeitas, adultas, e foram comissionadas
para se reproduzirem (Gn 1.26-27). Em tese, nenhum impedimento moral, físico ou
de qualquer outra natureza nos foi informado que evitasse que ambos pudessem
ter relações no Éden, tornando possível que mantivessem
relações sexuais.
Assim, tanto o período em
que estiveram vivendo no Éden, tanto o contexto que desfrutaram, permitem a possibilidade
de Adão e Eva haverem se relacionado no Éden.
Contudo, as Escrituras não trazem
(em seus textos) qualquer alusão, citação direta ou indireta, que de fato, tais
possibilidades tenham ocorrido. Fazendo
com que tais possibilidades, sejam
apenas conjecturas.
As consequências das POSSIBILIDADES
haverem ocorrido.
Ao considerar que as POSSIBILIDADES tenham ocorrido. Como Adão e Eva não eram estéreis (Gn 5.3), teríamos obrigatoriamente a
existência de filhos do Éden. Trazendo
graves as implicações. Esses filhos nasceram sem pecado, portanto imortais – OBRIGATORIAMENTE.
Contrariando Gênesis 6.5-7 e nem mesmo o dilúvio os teria matado. Portanto,
permaneceriam ainda entre nós. E qualquer
um deles poderia poderiam com sua morte nos redimir – contrariando o Sl 49.7-8.
Não haveria a necessidade da vinda do Senhor ao mundo para morrer na cruz (mais
uma vez contrariando Gn 3.14-15). Este desdobramento, é preciso negá-lo.
Podemos concluir que a
existência de relacionamento sexual ainda no Éden é apenas um possibilidade,
sem referência bíblica, e ainda com a implicação dos desdobramentos totalmente
contrário à verdade revelada.
Vamos aos primeiros
registros das relações sexuais. (dois interessam)
O primeiro em Gn 4.1 diz: “E CONHECEU Adão
a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim... É a primeira citação de
uma relação sexual – entre Adão e Eva.
O termo conheceu utilizado pelo escritor tem a ideia de “experiência concreta”.
O segundo em Gn 4.25 que
diz: “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela deu à luz um
filho...
O uso do termo “tornou” na
segunda citação traz a ideia de continuação ou repetição. O escritor sagrado ao
escolher este termo quis dar entender que tal evento já ocorrera anteriormente.
E a única vez em que usou o texto “conhecer”
foi em Gn 4.1. O que
indica que o Primeiro ou Anterior “conhecer” se deu após o Éden.
Caso, quisesse o escritor,
indicar a prática de uma relação no Éden, teria usado o termo “tornou” em Gn 4.1. Assim, estaria
registrado que na concepção de Caim, Adão
“ tornou a conhecer Eva”. Portanto, o uso do termo Conheceu, sem o “tornou”
permite afirmar que Adão e Eva não se “conheceram” no Éden, mas sim, quando
foram expulsos de lá.
Vejo que as “Possibilidades” identificadas anteriormente,
sejam, como já dito, seja contrárias às Escrituras. Adão e Eva não tiveram
relações sexuais no Éden – não por se constituírem em pecado – mas pelo fato
das Escrituras orientarem no sentido contrário, e os textos citados permitirem
tal conclusão.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
O mesmo plano, todos os anos
Sempre que se aproximam os finais de ciclos, costumamos a pensar no que devemos fazer para realizar nossos desejos dentro desse novo ciclo. Melhor salário, menos peso, mais isso, menos aquilo. E, nesse ciclo, que um dia foi novo, raramente, avaliamos onde estamos, o que fizemos ou deixamos de fazer. O tempo perdido, ficou para trás. E o próximo mês, o próximo ano, a próxima semana ganham poder mágico. Pois, esses determinam o reinício, ou mesmo início de algo.
Instintivamente, ou não, fazemos planos. Sabemos aonde temos que chegar, em um determinado tempo. O tempo definirá o esforço. Pois a cada dia que passa, devemos seguir em direção ao que foi estabelecido, aquilo que desejamos.
Como o tempo é um recurso que não se recupera, passou, passou, precisamos utilizá-lo com sabedoria, entendê-lo como um adversário. Pois, a todos, sem misericórdia, arremessa para frente, nos coloca diante das coisas desconhecidas. Do incontrolável. É ele que nos ensina a saudade, nos envelhece, dá-nos a sabedoria fora de moda. E, principalmente, é ele quem nos projeta poderosamente para eternidade. Lá estaremos, querendo ou não. Este imperativo adverte-nos que dentre todos os planos que fazemos, nosso plano para eternidade é o maior deles. Os demais planos devem, a partir dele, serem feitos.
Se não temos certeza sobre nossas metas eternas, onde estaremos na eternidade, nenhum outro plano faz sentido, pois todos esses são planos enganosos. Pois, são levados pela incerteza da meta final.
A leitura da carta de Tiago, aprendemos que devemos pedir sabedoria a Deus, pois ele a dá liberalmente. E sobre planejar, no capítulo 4, diz que a autonomia, é cega por desconhecer que o amanhã está sob a vontade daquele que é poderoso para permitir os frutos do esforço humano. Dos nossos planos. Planejar, desconsiderando a existência e a vontade de Deus, é soberba. E, alerta que coração que conhece o Senhor, planeja em humildade, desejando que seus planos estejam segundo a vontade daquele que retribuirá segundo sua justiça, tanto aqui, como na eternidade.
Por isso, primeiro pense em sua eternidade, e depois faça seus planos, de forma que agradem a Deus.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Deus e seu perdão, o único perdão.
O
PERDÃO
NOSSOS DIAS.
Vivemos dias difíceis,
dias em que as teorias humanas se apresentam como norma divina.
A pouca leitura das
Escrituras, a frágil meditação têm produzido o ambiente adequado para que o
homem religioso, tomando a si mesmo como referência, determine o que é certo,
justo e bíblico. Este é o cenário que vivemos ou enfrentamos.
As advertências das
Escrituras sobre os dias maus servem para o púlpito apenas, e deveríamos considera-las para entendimento de
nossa realidade, contudo, elas não nos afligem, tampouco nos forjam para o
contato adequado com o mundo.
Os conceitos bíblicos
estão sendo determinados e orientados pela agenda das redes, pelas tendências do
mundo secular, de modo que cada um arbitra sua conveniência às questões
fundamentais da fé cristã. Essa dinâmica, pouca leitura, pouca meditação e
descaso, fez das Escrituras um ambiente próprio para curiosidades e
especulações, e as verdades fundamentais passaram à segunda linha da fé cristã.
Nesse contexto encontra-se o perdão ensinado pelo Senhor. Livre e soberano o
saber humano estabeleceu seu próprio conceito de perdão, estabelecendo e, até mesmo, excluindo o que
Deus deixou para seu povo.
Este texto, opondo-se a
tais tendências, oferece uma perspectiva bíblica a respeito do perdão. Os
santos devem avaliar, e as discordâncias serão consideradas.
Que Deus seja
engrandecido!
IDEIA & SIGNIFICADO
SECULAR
O perdão pressupõe
existência de ofensa, ou dívida, sem esta, não existirá a necessidade do
perdão.
Sua ideia é “deixar
passar”, “deixar ir”. Significando “a soltura voluntária de uma pessoa, por
alguém que detém poder sobre ela”. Em termos jurídicos é “desobrigar de um
vínculo legal”. Esses conceitos são obtidos a partir da análise de termos
originais e não tinham aplicação ou sentido religioso.
O PERDÃO DE DEUS
Entendendo o conceito secular
de “deixar passar”, ou desobrigar de pagamento”, nesse sentido de não cobrar as
ofensas, não se ajusta ao que Deus estabeleceu como perdão. Pois, segundo Deus,
quanto à ofensa, ou se é inocente ou culpado. Deus não deixa “desobrigado” o
culpado, tão pouco “culpa” o inocente. (Ex 34.7; Nm 14.18; Na 1.3). Logo, é
necessário entender que o perdão oferecido por Deus tem particularidades que
devem ser consideradas afim de entendermos sua justiça. Lembrando que não temos
a liberdade para estabelecer o critério da justiça que Deus para perdoar. É Ele
o Senhor Justiça nossa. Portanto, a justiça pertence ao Senhor Deus, Ele é o
juiz de toda a terra e nenhum outro padrão de justiça pode conflitar com o seu
e permanecer justo (Gn 18.25; Sl 9.7-8; 89.14). Mais ainda somos obrigados a
entender e a perdoar conforme Ele perdoa, como diz Sua palavra: “Quem pode
perdoar pecados, senão Deus?” (Mc 2:7, Lc 5.21).
A EXIGÊNCIA DE PAGAMENTO
PARA O PERDÃO DE DEUS.
Deus não nos perdoa “deixando-nos
ir”, pelo contrário, por haver cobrado de Cristo (que nos substituiu, pagando
em nosso lugar). Conforme lemos: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado
por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Co 5:21). Assim,
não há no perdão de Deus o “deixar ir” sem que Deus haja cobrado de seu Filho
nossas ofensas.
ARREPENDIMENTO & PERDÃO.
O perdão – de DEUS –
exige e manifesta o arrependimento – no HOMEM, assim como o arrependimento se
realiza no Perdão. Leia o que está escrito: “E disse-lhes Pedro:
Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para
perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38). O
arrependimento está associado ao perdão. São conceitos interdependentes, não
existem isoladamente. Não há eficácia no perdão sem que haja o arrependimento.
Por sua vez, o arrependimento sempre será a contrapartida do perdão.
O ARREPENDIMENTO.
As Escrituras (2 Co
7.9-10) nos ensinam que há a tristeza segundo Deus que não traz pesar, e opera
para salvação. E alerta quanto à tristeza segundo o mundo que opera a morte. No
texto Paulo fala a respeito de duas “tristezas” – cuja origem e propósito são
opostos entre si. A tristeza segundo Deus que opera a vida, e a tristeza
segundo o mundo que opera a morte. Assim, devemos entender que há dois
sentimentos relacionados à ofensa, ao pecado. Deus constrange levando a vida. O
mundo, entretanto, leva à morte.
Para melhor
entendimento, leiamos Hb 12.16-17. Diz o texto, Esaú querendo “herdar as
bênçãos”, não achou lugar para arrependimento. Em sua tristeza – choro –
cobiçava resgatar seus direitos perdidos, e não a tristeza pela consciência da
ofensa contra Deus. Logo, o
arrependimento é a tristeza pela ofensa cometida, e é promovida do alto, que a
ninguém traz pesar (2 Co 7.10 RA).
UMA CONCESSÃO DE DEUS.
Outro aspecto a ser
considerado no perdão, é ser ele uma concessão de Deus (Rm 2.4; 3.25). É Deus quem
leva o pecador – devedor – ao arrependimento. É Ele quem busca o ofensor para perdoá-lo.
Este é o ensino das Escrituras. “Para que, vendo, vejam, e não percebam; e,
ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam
perdoados os pecados”. (Mc 4:12). Da mesma sorte o ato de crer (conversão com o
arrependimento) é fruto da misericórdia e graça do Senhor: “Mas vós não credes porque não sois das minhas
ovelhas, como [já] vo-lo tenho dito”. (Jo 10:26). Lemos ainda, que todos os detalhes
desta vida decorrem dos soberanos conselhos de Deus: “Respondeu Jesus: Nenhum
poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me
entregou a ti maior pecado tem”. (Jo 19:11). Há evidente incapacidade humana em
chegar-se a Deus provendo seu próprio arrependimento. A ação poderosa de Deus
permite ao pecador o arrependimento. É o que o Senhor ensina: “Instruindo com
mansidão os que resistem, [a ver] se porventura Deus lhes dará arrependimento
para conhecerem a verdade” (2 Tm 2:25). O Perdão de Deus não apenas exige, mas capacita
o pecador ao arrependimento.
Todavia estamos envolvidos em mistérios,
pois Deus em seu caráter santo e justo deixa de perdoar pecadores. Os textos
são evidências: “E
eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em
Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios que eu sou o SENHOR. E
eles fizeram assim”. (Ex 14:4); Então disse o SENHOR a Moisés: Escreve isto para
memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué; que eu totalmente hei de
riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus. (Ex
17:14). Deus não perdoou tais
homens, poderíamos nós perdoá-los: Faraó? Ou Amaleque? Judas ou, ainda, satanás? Caso o fizéssemos,
faríamos Deus injusto, pois estabelecendo outro critério de justiça para
perdoar aos que não foram perdoados por
Deus, invalidaríamos Sua justiça.
CRISTO & SUA MISSÃO.
Além de que o Senhor ao
vir a este mundo veio para promover arrependimento entre os homens, por ser uma
exigência do perdão, que Ele mesmo ofereceria por sua morte. “E Jesus, tendo
ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que
estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao
arrependimento”. (Mc 2:17).
O PROPÓSITO.
Entendendo que Cristo
pagou pelos nossos pecados, Deus nos perdoa em Cristo, logo a morte de Cristo é
o único meio pelo qual Deus perdoa o pecador. Assim, todas as expressões
presente na morte de Jesus são componentes do propósito do perdão de Deus.
Mostrar seu amor (Rm 5.8). A morte de Cristo em nosso favor permitiu nossa reconciliação
com Deus (Rm 5:6-10). O perdão (não imputação do pecado) permitiu a
reconciliação (2 Co 5:19-21). O fim da inimizade pelo sangue de Cristo (Ef
2:11-16). Assim, podemos concluir que o perdão tem por finalidade nos levar a
reconciliação com Deus. Encerrar de vez a inimizade. Ainda temos a ilustração
do pagamento de dívida como exigência para reconciliação (Mt 5.24-26).
A ideia que o perdão é
para deixar “leve o ofendido” ou “liberar perdão” não procede das Escrituras, antes,
é ensino das trevas.
O ENSINO.
Somos obrigados a compreender
e praticar o perdão nas mesmas bases praticadas e ensinadas por Deus, não
podemos ter nosso próprio padrão de justiça, fazendo de Deus injusto. E Deus
determinou que perdoemos mediante arrependimento. Segundo os textos. “[E]
percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de
arrependimento, para o perdão dos pecados”. (Lc 3:3). “Olhai por vós mesmos. E,
se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.
E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo,
dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe”(Lc 17:3-4). E temos novamente Pedro
afirmando ser o arrependimento necessário para o perdão. “E disse-lhes Pedro:
Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para
perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38).
O APÓSTOLO PAULO.
Paulo ao afirmar que
perdoava, o fazia na presença de Cristo, sem oferecer alternativas de fazê-lo
fora da justiça de nosso Senhor, pois, caso contrário, satanás seria o
vencedor. “... se é que tenho perdoado, por amor de vós o [fiz] na presença de
Cristo; para que não sejamos vencidos por Satanás” (2 Co 2:10).
CONCLUSÃO.
Chegamos até aqui e
muitos conceitos foram necessários, o que exige um sumário das verdades
apresentadas.
1. Deus, apenas Ele, perdoa pecados. Estabelecendo
um único padrão para obedecermos, perdoarmos. Não podemos estabelecer nossas
próprias regras de perdão, pois, diferindo de Deus, O fazemos injusto.
2. Deus exige arrependimento, sem o que não há
perdão. Perdão e arrependimento são capacidades espirituais, e não provém do
mundo, mas de Deus.
3. Devemos perdoar por ser mandamento do Senhor, um
ato de amor, para uma efetiva reconciliação, para usufruirmos da comunhão.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Por que Jesus dobrou o lenço? Fraude e fantasia.
Recebi um
texto cujo título é “POR QUE JESUS DOBROU O LENÇO? ” Seu conteúdo faz
referência a João 20:7. Que diz: “O lenço, que estivera sobre a cabeça de
Jesus, não estava com os panos, mas enrolado num lugar à parte”.
A intensão do
autor é explicar o motivo pelo qual Jesus, depois de sua ressurreição, pegou o
lenço que envolveu sua cabeça no sepulcro, pondo-o à parte. Para isto ele
recorre ao que chama de “uma tradição Hebraica da época”. Entretanto, nenhuma
fonte é fornecida, para garantir a existência de tal tradição. Busquei a fonte
que validasse tal tradição, porém sem sucesso.
O
contexto da “tradição Hebraica da época”, sugerida pelo autor, envolve uma
refeição. Nela há, o amo, e seu servo, além de condutas, e símbolos. Tal tradição
encerra-se com duas lições. Ambas se referem a forma com que o lenço é deixado sobre
a mesa. São mensagens do Amo para seu servo. Se ficasse embolado sobre a mesa. Significava.
Eu terminei. Porém, se o lenço fosse deixado ao lado do prato significava. Eu
voltarei.
Este significado, "Eu voltarei, é utilizado pelo autor do texto para explicar o cenário no
interior do sepulcro, após a ressurreição de Jesus. Assim, a forma com que o
lenço é deixado sobre a mesa, na tradição hebraica, dá significado à cena no
interior do sepulcro. Ou seja, Jesus ao deixar o lenço à parte, no interior
do sepulcro, procurava simbolicamente ensinar sua segunda vinda, de acordo com
a tradição.
Mesmo sem
evidências sobre tal, mas a aceitando. São vários os aspectos em que se percebe
o engodo hermenêutico. Distorções e personalismos são adotados para criar
formas ocultas e subliminares de chegar à verdade. Vejamos algumas das distorções
presentes na explicação do texto bíblico.
O
paralelo sugerido pelo autor une contextos adversos. Comparar uma refeição à
morte ou ressureição, sem dúvida impõe ao texto o significado que o autor quer,
e não o significado que o texto oferece naturalmente. É necessário sair das
Escrituras, para artificialmente, encontrar o paralelo pretendido.
E sobre o
texto original de João. Lá não diz que Jesus dobrou o lenço. Diz apenas que, o lenço foi enrolado, e deixado à parte. Não há como
estabelecer um paralelo entre o cenário descrito no texto bíblico e na lição oferecida
pela tal tradição hebraica.
Outra
questão, sugerida pelo autor do texto, que foge completamente às Escrituras, é
a relação entre servo e o amo, expostos na tradição. Jesus claramente já
dissera aos seus discípulos, os mesmos que entraram no túmulo, que não eram
servos, mas amigos. Veja, João 15:15.
Ainda outro
ponto estranho, é a “ ilustração oculta” proposta pelo texto. Já que o lenço dobrado significa, "Eu voltarei!
”. Jesus ensinava sobre sua segunda vinda.
Não há necessidade de tratar subliminarmente
um ensino já consolidado. Jesus já havia
lhes garantido que voltaria. No Evangelho de João, capítulo 14. Jesus diz aos
seus discípulos. Não os deixarei órfãos, voltarei. No Evangelho de Mateus, os discípulos
perguntam sobre sua segunda vinda. Dois capítulos. 24 e 25, são dedicados a resposta
dada. O que torna sem sentido, ensinar por meio de figuras, aquilo que havia
sido feito ás claras.
Podemos concluir que tal interpretação é enganosa. Aproveita-se da fragilidade
de nossas convicções. Seus métodos desviam-se dos métodos cristãos. De fato, são
próprios das religiões de mistérios. O sucesso que faz em nosso meio, mostra a imaturidade
e a autonomia religiosa que vivemos. Onde frases bem elaboradas e novidades tem
poder para estabelecer uma nova verdade. Vemos que as pessoas estão ávidas por
fazer das Escrituras o suporte para seus devaneios, fugindo do que o Senhor nos deixou escrito.
Precisamos
voltar à simplicidade de Cristo.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Resgatando a família de Deus
Introdução ao estudo sobre família.
Manaus, maio/2016.
É muito comum ouvirmos ou lermos
orientações sobre casais, casamento, filhos... família, sem que essas separem o
que há - o mundo chama de família - e o que Deus planejou para a “ser” família.
Para corrigirmos esta confusão conceitual
e prática, precisamos entender que a falsa sabedoria: o humanismo em geral, a psicologia,
a filosofia e as religiões nenhuma contribuição trará.
Comete-se um grande erro quando
pensamos que Deus criou a família que hoje conhecemos e até convivemos.
É correto afirmar que Deus criou a
família, e correto também trazer à discussão os efeitos do pecado sobre a
humanidade e consequentemente sobre a família. Mesmo parecendo pessimista, as
Escrituras garantem que a família criada por Deus sucumbiu ao pecado (Rm 3.23).
Não que Deus tenha sido “incapaz” de
preservá-la, mas pelo fato da total incompatibilidade entre Deus e sua família
e escolha livre de Adão pelo mal. Nessa escolha Deus puniu a todos: homem,
mulher, natureza, o próprio satanás, trazendo a morte como pena pelo pecado.
Tudo que vemos está sob a sentença de
Deus - a morte (Rm 5.12). Sendo ela a testemunha implacável desta verdade - ninguém pode negá-la!
Corroborando com a morte devemos avaliarmos a nós mesmos: nossa incapacidade de compreender a Deus (Rm 3.11), de buscá-Lo, nossa inimizade com Ele (Rm 5.10; Cl 1.21), tudo isto mostra que a criação – a humanidade inclusive – está sob a maldição da morte.
Corroborando com a morte devemos avaliarmos a nós mesmos: nossa incapacidade de compreender a Deus (Rm 3.11), de buscá-Lo, nossa inimizade com Ele (Rm 5.10; Cl 1.21), tudo isto mostra que a criação – a humanidade inclusive – está sob a maldição da morte.
O que faz com que o casamento segundo
Deus seja uma impossibilidade no mundo que vivemos.
E o que, sem o sangue de Cristo, o que se constrói - as
famílias – tem o selo do pecado, da maldição de Deus (Rm 8.22ss) não deve ser
considerado a família original criada por Deus.
Não será um ajuntamento religioso, conduzido
por um ministro que resgatará a santidade exigida para constituição da família
de Deus. Mas, se remidos pelo sangue do salvador, somos capazes, por meio de Jesus, restabelecer o
correto relacionamento com Deus (Rm 8.1). Apenas nesta, e somente nesta,
condição podemos construir – resgatar – o que foi perdido por Adão no Éden (1
Co 15.45).
Nossa oração é que Deus nos instrua
para, revestidos de Sua justiça, resgatarmos o que, lá no princípio, sem
pecado, nem morte, Deus estabeleceu.
Para tanto, é necessário identificarmos o plano original de Deus para o homem e mulher, avaliá-lo e, por fim, persegui-lo.
Para tanto, é necessário identificarmos o plano original de Deus para o homem e mulher, avaliá-lo e, por fim, persegui-lo.
terça-feira, 10 de maio de 2016
A verdade com prazo de validade
Porque sem
mim nada podeis fazer.
(Jo 15:5)
A
grande dificuldade para reduzirmos nossas incertezas advém da falta de um
modelo - verdade - a seguir. Algo que comprovadamente aferido e confiável transcenda
o tempo, garantindo-nos o “melhor” nas nossas escolhas, dando-nos esperança.
A
falta desse modelo é característica marcante de nosso contexto. Não pela
ausência de modelos, pelo contrário, há infinitos modelos, contudo quando submetidos
a avaliação ao longo do tempo, mostram-se falhos, pois estão prontos a
serem substituídos. E esses postos à disposição constroem os
valores mentais e fundamentam as escolhas da vida humana.
Multiplicam-se a cada momento, substituindo aqueles que até então mostravam-se verdadeiros. Evidencia que o existente está apenas à espera
de substituição. Um “novo” modelo, lançando fora o que ousava ser verdadeiro.
Claro
fica que o disponível – verdades – está caduco, levando
sempre ao engano, às ilusões.
Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa.
Esse frenesi de verdade hoje e mentira amanhã bombardeia as mentes garantindo a incerteza e o absurdo como provisão. Assim, a espera do amanhã, do próximo modelo alimenta a vida de pandora. Tomemos como exemplo nosso derredor, em que a ausência do modelo além do tempo faz com que o insano seja corriqueiro: meninos vitalícios, velhos noviços, bandidos milionários, trapaceiros honrados, legisladores criminosos e miseráveis refinados. Os modelos do engano romperam os limites do possível, banindo a coerência, onde todos se autorizam a acreditar em tudo ou em nada – que, nesse contexto, são a mesma coisa.
A
falta de esperança destruiu o futuro, e o prazer legitimou-se como meio e fim
da existência– acreditam buscar a felicidade.
Nada é permanente, nada é satisfatório. A estupidez distribuiu sabedoria
e a verdade foi substituída pelo experimento... e tudo se fez novo! O novo amor,
a nova moral, a nova família, o novo conhecimento, a nova verdade.
Sutilmente,
foi introduzida a morte que substancia a “nova vida”: tudo que há está
prestes a morrer, a ser substituído pelo seu outro. A
dinâmica do novo garante a morte entranhada na “vida”.
Divertem-se, brindam a “nova vida” - a morte - todos os dias.
A escravidão da novidade contaminou a percepção humana para não ver que a morte destruiu a própria vida.
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