"Como está escrito: Amei Jacob e aborreci a Esaú. Que diremos
pois? Que há injustiça da parte de Deus? De maneira nenhuma. Pois dizia Moisés:
Compadecer-me-ei de quem me compadecer, e terei misericórdia de quem eu tiver
misericórdia. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem de que corre, mas
de Deus, que se compadece. Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te
levantei: Para em ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado
em toda a terra. Logo pois compadece-se de quem quer, e endurece a quem
quer". (Rm 9.13-18)
(Texto de Horácio Boanerges)
Entre Esaú o primogênito de Isaque, e Jacó seu segundo filho, não
interfere, somente a soberania de Deus. Mas as inclinações ambíguas dum coração
materialista e isento de Fé.
Esaú se sentia senhor por si mesmo... Senhor de si e demais,
incluindo mais particularmente Jacó. Mas também, tantos que pudessem arrebanhar
para si. E assim, se deu... Logo Esaú dispersou do seu povo e começou a se
ajuntar com estranhos, futuramente iria até comandá-los. Esaú seria o primeiro
chefe supremo duma nação que nasceria sob sua égide. Até por que, à priori, sua
primogenitura decretava assim: Ser cabeça, e não cauda.
Quanto a Jacó, este se sentia um servo; o servo do seu irmão. Mas
quando Esaú vendeu seu direito de primogenitura, fê-lo agindo diretamente na
Carne. Porquanto indiretamente ele agia por Cálculo: Ele mataria Jacó num
ímpeto caso Jacó ousasse "enganá-lo”... Não que ligasse da
"Primogenitura" como fautora de algo sobrenatural. Mas como por algo
que demandava Poder... Aqui, na Terra! Tanto é que logo que se sentiu
"enganado", Esaú prometeu matar seu irmão. A interferência de Rebeca
neste episódio a favor de Jacó foi profética: "Caia sobre mim tal
maldição". Rebeca agia Inspirada por Deus. Este fez vê-la que, o filho
mais velho serviria ao mais novo.
Certamente Esaú seria indigno de possuir a Primogenitura. Esta
seguiria em linha reta ao encontro do Messias. Entrementes, lembremos
igualmente de Rubens o primogênito de Jacó, este também não mereceria a
dignidade da “Primogenitura”, também o Messias não nasceria tendo este como
ancestral. Ambos tinham graves defeitos éticos ou morais. Portanto eram
espiritualmente indignos de comparecer como ancestrais de Jesus.
“Paradoxalmente”, Raabe, a meretriz seria uma das avós de Jesus. Também Tamar
que se fingiu de prostituta para gerar de Judá. Tamar não agira na Carne.
Embora Judá o fizesse. Ambas, Tamar e Raabe agiriam na Fé. Também Rute, a
moabita. Esta agiria na Fé.
E como sem Fé “É IMPOSSÍVEL AGRADAR A DEUS”...
Então temos: Esaú e Rubens, dois privilegiados pela primogenitura
sendo secundados por seus dois irmãos mais novos: Jacó e Judá respectivamente.
Paralelamente temos: três mulheres gentias que embora consideradas indignas de
pertencer à raça Eleita, estas viriam a sê-lo: fazer parte do elenco mais
Santo: Serem ancestrais de Jesus. Mas por que se foi o mesmo Deus que decretara
contra as mulheres gentias; através da lei mosaica, destas jamais ser dignas de
tal sorte?
Ora! Deus é Deus. Vai daí que, quem age sem Fé, jamais poderá
agradá-Lo. Seja judeu ou gentio. Mas tendo Fé, Ele se agrada de TODOS! Mesmo
tendo que fazer exceção à Regra que Ele mesmo criou... Mesmo sendo uma ex
prostituta, e fim de papo.


