sábado, 30 de janeiro de 2016

Anjos e, ou demônios?


(Texto de Horácio Boanerges)

Subsiste no psiquismo das massas, algo como gravado com ponteira de ferro que, embora subjazendo latente, certamente transcende através dos recessos mais profundos da nossa consciência, vindo aflorar, mesclado a sentimentos dos mais variáveis, alguns situados no mundo sensível, outros abstraídos segundo idiossincrasias notáveis desde o surgimento da raça. Segundo a proto-história, há resquícios de andanças do homem de cá para lá na busca de paragens melhores que aquelas deixadas para traz. Ou, talvez, instado a deixá-la por questões mais prementes, este veio vaguear através do “vale da sombra da morte” até encontrar alhures algo “semelhante” àquele. Eis a Mística acompanhando o homem à Esperança maior: a vinda do Messias.


A volta a “Idade de Ouro”, a noção do Paraíso Perdido, a Pedra Filosofal, a Fonte da Juventude etc. faz parte ativa da esperança humana face o reencontro com o passado perdido. Porém, o sujeito dessa esperança maior, não está consignado nas premissas acima. Porem num Ser que indica o Messias. Independente das conclusões ou não conclusões de alguns, a História, a Filosofia e, principalmente a Mística indicam assim. Quanto à ciência humana, esta subjaz incapaz de mensurar: “Quem sou, donde venho, para onde vou?”. Pois têm como base apenas as coisas inerentes ao Mundo Sensível. Todavia, mesmo a ciência, esta conclui ser a lei de Causa e efeito algo axiomático. Logo, é inútil negar que a doutrina da Criação é incompatível à ciência. Pelo contrário, a doutrina da criação é evidenciada por outras leis. A Lei de hereditariedade de Mendel é uma delas, a qual é análoga com a “estória” contada no livro do Gênesis. É interessante que a palavra Genética, consta de dois elementos bem sugestivos: “Gen” e “Ética”... Seria a Ética do Gênesis sendo proclamada como à luz das metáforas? Achamos que sim.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário