sábado, 5 de março de 2016

A santidade caiu em desgraça ou O avivamento do pecado


(Paulo Brasil. Mogi das Cruzes - SP)

A santidade caiu em desgraça no mundo evangélico. 

Há claro domínio do secularismo e pecado aberto em nossas Igrejas, e a santidade, por ser santa, foi disciplinada, e por não coadunar-se com o pecado - não se arrepender por ser santa -  foi excluída, banida da “igreja”.

O que, há tempos atrás, foi objeto de preocupação e, ao mesmo tempo, objetivo da vida da Igreja, nem mais faz parte da agenda de ensino das igrejas... e da consciência religiosa.  

Fomos inundados por patriarcas, apóstolos, pastores, conferencistas, preletores, teólogos, educadores ímpios - ungidos das trevas, cuja intrepidez dá-se apenas na busca do dinheiro dos (in) fieis e projeção pessoal.

Trouxeram fogo estranho, nele o falso poder substituiu a verdade, e a soberba e o escândalo servem como testemunhos de fé, assim o pecado foi oficializado como estratégia para obtenção do sucesso "determinado".

A cruz e o sangue do Senhor foram negociados por vantagens e canais de tv. E o Espírito de Deus foi revisado em cursos de psicologia. E a tudo isso deu-se o nome de avivamento. Nele os louvores do oportunismo gospel, como gotas de orvalho saem de lagoinhas e sustentam o cenário de trevas e horror dedicado a satanás. 

Esses desconhecendo o caminho do Senhor se introduziram furtivamente em nosso meio. 

Homens que desde muito foram destinados para este juízo. Ímpios que convertem em dissolução a graça soberana de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.

Enganadores se banqueteiam entre si, apascentam apenas a si mesmos, sem nenhum pudor. São como nuvens sem água levadas pelo vento; árvores sem folhas, nem frutos - inúteis, apenas com aparência de utilidade. Para esses, Deus reservou a negritude das trevas. 


O Senhor lhes trará o juízo. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Não desperte o amor (Cantares 2.7)


(Paulo Brasil. Mogi das Cruzes - SP)

Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que queira. (2.7; 3.5; 8.4)

VIVENDO SOB O AMOR
A palavra namorar tem sua origem na LÍNGUA ESPANHOLA. Vem do termo “estar en amor”, e daí o verbo “enamorar”, chegando ao que utilizamos “namoro”. Assim, quando falamos em namorar, sabendo ou não, falamos em "estar em amor", VIVENDO SOB O AMOR.

Descobrir o que os espanhóis tinham em mente quando se referiam ao “em amor”, nos seria inútil e dispendioso.  

A despeito do termo namoro estar caduco pelo crescimento do pecado e da imoralidade. Devemos voltar nossa atenção, pelo menos, pela ideia presente: "estar em amor".

Iludimo-nos quando, por sermos casados, dispensamos lições fundamentais sobre o amor. CASADOS OU NÃO devemos avaliar o que expressamos ou pensamos do amor. Sempre haverá um tempo precioso para aprender do Senhor - o Senhor do amor.

Devemos sair para ouvir o que o Senhor do amor tem a nos dizer. Pois, apenas o SENHOR DAS ESCRITURAS nos ensinará a “estar em amor”.

CANTARES E O AMOR
Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o amor, até que queira. (2.7; 3.5; 8.4)

Por três vezes o SENHOR nos adverte: “não acordeis nem desperteis o amor, até que queira”. Devemos considerar a importância do tema, ao ponto do Senhor repeti-la.

O amor segundo o Senhor deve aguardar o tempo certo para ser despertado. O que seria esse amor?

É comum no mundo religioso referirmo-nos as palavras gregas que nos levam ao que hoje chamamos de amor. Para efeito deste post apenas duas devemos alçar:
ÉROS, refere-se ao amor romântico — o amor físico e AGÁPE, termo presente no Novo Testamento, tanto é utilizado para expressar amor físico, quanto ao amor de Deus.

É clara a descrição do Senhor: o amor ali é entre homem e mulher - muitos associam ao termo “amor Eros”. 

Por incrível que pareça, muitas pessoas sábias e sérias, contornam este livro, outras não gostam de vê-lo como ele é. E, por ascetismo, forjam uma hermenêutica estranha, afastando-se da verdade e do propósito de Deus, e levando consigo outros tantos.

Deus nos fala abertamente sobre o amor na dimensão física entre homem e mulher. Reconheçamos, é obra Dele!

Um dos PROPÓSITOS DA CRIAÇÃO DE MACHO E FÊMEA foi permitir e conduzir suas criaturas ao amor físico. Mesmo distorcido pelo pecado é criação do Senhor. 

“Far-lhe-ei uma mulher; e MACHO E FÊMEA, serão os dois uma só carne”. 

Isto não contraria os mandamentos santos do Senhor, pelo contrário os confirma. São bênçãos de Deus para suas criaturas.

A QUESTÃO

Precisamos entender que o amor físico necessita de Princípios Divinos para se expressar segundo Deus, e não das emoções e volatilidades da mente humana.

Contudo, não devemos esquecer que o Senhor nos alerta: há um tempo certo para despertar “esse amor”! Resta-nos saber esse tempo. Sim, é a PERGUNTA QUE DEVEMOS FAZER.

Essa resposta, não deveria, mas passou a ser confusa. Pois, há no mercado religioso várias soluções disponíveis – Tempo da Inocência, Tempo da maturidade, Tempo de esperar... Tempo certo. Todas humanas, portanto desqualificadas e enganosas para nosso intento.

Devemos nos assegurar que esse tempo PERTENCE EXCLUSIVAMENTE A DEUS, que por certo não negligenciaria, tampouco deixaria a cargo de nossas mentes – pecadoras - tão sublime resposta.

Por outro lado, nos alerta o texto ao afirmar que recai sobre cada um nós – “Filhas de Jerusalém” – IDENTIFICAR o tempo oportuno para o “despertar o amor”.

Devemos perguntar: Senhor quando é o tempo do amor?

Garanto-lhes que devemos aprender antes e depois nos avaliar. Aqui a prática é por demais perigosa e enganosa. Pois, se fugimos dos conceitos humanos, mais ainda devemos fugir de nossas intuições ou “percepções”. Deixemo-nos à verdadeira sabedoria. (Pv 2.6; 3.5)

A praticidade humana sem observação de princípios divinos leva à carnalidade. Há riscos e decepções iminentes em amar sem conhecer o amor, são esses riscos que lançaremos fora.

O AMOR ROMÂNTICO pode e deve contribuir para a felicidade, e faz parte do presente momento que vivemos e conhecemos, mas precisamos que esse AMOR seja conduzido e vindo do Senhor.

E tomemos para nós: ó filhos e filhas do Senhor, ouçamos o que Ele diz.

Em 1 João 4:16 está escrito:

“E nós CONHECEMOS, E CREMOS no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem “está em amor” está em Deus, e Deus nele”.

Diz o texto que “ESTAR EM AMOR” é:

CONHECER o amor que Deus nos tem
ACREDITAR no amor que Deus nos tem.
VIVER a vida de Deus.

Não me parece que o Senhor tenha disposto essa ordem aleatoriamente. E devemos atentar que o Senhor nos conduz a uma DIMENSÃO COMPLETAMENTE DIFERENTE a respeito do que sabíamos ou pensávamos de “estar em amor”.  

Construamos a partir do texto as dimensões do “estar em amor” segundo o Senhor do amor.

CONHECIMENTO O AMOR QUE DEUS NOS TEM

Em João 3.16 o Senhor nos diz: Eu conheci o amor de Deus: dar a si em benefício do outro e “nisso” se realizar.

CONHECENDO O AMOR E SUAS IMPLICAÇÕES
Quem é Deus? 
O amor agindo em minha direção e permitiu conhecê-lo, pois eu não sabia.
Saber que conheci ao Senhor, mas suas grandezas estão acima de minha compreensão. (Ef 3:19). Preciso, pois, deixar minha mente cativa ao que o 
Senhor me permite conhecê-Lo, contudo, sem entendê-Lo em toda sua gandeza.
COMUNICOU-SE COMIGO. Não compreendo, mas O ouvi.
BENEFICIOU-ME. O que jamais havia sentido, senti, mas não compreendi.
Revelou Seu caráter e conheci sua santidade pela A MORTE DE SEU FILHO... E POR MIM! E ainda, Conheci sua misericórdia e graça.
Fez-me saber que Ele é totalmente diferente de mim.
Conheci suas promessas: NADA ME SEPARARÁ DESTE AMOR. (RM 8.39).
E me inundou de seu amor, derramando em nossos corações (Rm 5.5)

A FÉ – CRER NO AMOR QUE DEUS NOS TEM

CRENDO NO AMOR E SUAS IMPLICAÇÕES 

Meu pecado enganava minha mente, quem eu pensava ser e que amava;
Cri nesse amor e uma NOVA MENTE se moldou em mim - ascendi à nova dimensão, outra perspectiva)

Uma nova dimensão.
Fez nascer dentro de mim uma nova disposição.
Antes era apenas, Penso e logo existo; agora, além de, CREIO, por isto EXISTO. 
A fé aniquilou os meus pecados, romperam-se-me o império das trevas, das limitações e conhecimentos impostos. Surgiram a paz, esperança, a convicção do ser de Deus. Que mesmo além, está aqui. O ESPÍRITO - certeza de convivência

Precisa crer no amor para ser conduzido ao amor, senão como meu amor agradaria a Deus? (Hb 11.6). O SENHOR nos dirá: Que o amor sem fé é pecado. (Rm 14.23)

A PRÁTICA - PRECISA MANIFESTAR DEUS
VIVENDO A CRISTO E SUAS IMPLICAÇÕES

O Senhor nos diz em Gl 2:20:

Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. 

Há em nós uma ação real e passiva no viver a Cristo: O amor de Deus se apropriou de mim, e no seu amor - que agora também é meu - vivo Cristo e não eu mais, mas Deus vive em mim. Ele vive em mim, vive a minha vida.

Há um Senhor, há um servo... e este sou eu.

O amor do meu Senhor fluiu pela minha mente, alma e membros. Preciso, assim, amar com o seu amor
O pecado sugeria-me o senhorio e o “meu amor” era para minha glória. Para prazer e vantagens em busca de meus interesses.

Meu AMOR NÃO conhecia, NÃO cria em CRISTO, era meu e não Dele.

Agora no amor sei quem é o Senhor. Já não sou eu quem amo, mas Cristo ama por meio de mim.

A REGRA DO AMOR - OBEDECER A PALAVRA DE DEUS

O amor, por ser de Deus, tem prazer na verdade. (1 Co 13.6).
Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. (Jo 14:23)

O amor deve ser provado:
Pedro tu me amas? E o amor leva nossa mente a ouvir  o SENHOR: obedeça-me!

Sim, agora, conheço, creio e vivo a Cristo: “estou em amor”.

O amor nos une à pessoa amada, nos une Àquele que nos conduz, o Pastor.

Sim, e quando poderei despertar o amor?

Enquanto não pedir: GUIA-ME às águas tranquilas, a descansar em verdes pastos, NÃO DESPERTE O AMOR!

Enquanto não pedir: GUIA-ME por veredas justas para sentir paz, NÃO DESPERTE O AMOR!

Enquanto não pedir: GUIA-ME com tua vara e o teu cajado, isso me consolará e não temerei mesmo em caminhos sombrios da morte, NÃO DESPERTE O AMOR!

Não desperte o amor, pois nenhum amor a ser despertado!

QUANDO DESPERTAR DO AMOR

Só desperte o amor quando conhecer o SENHOR do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando, pela fé, perceber-se objeto do Senhor do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando suas escolhas glorificarem o Senhor do amor - DE FATO.

Só desperte o amor quando ler Cantares, o poema:

“O meu amado é meu, e eu sou dele” (Ct 2:16)

E sua mente identificar que primeiramente "o meu amado" é o Senhor. 

E seu coração não se conter de gratidão por Aquele te amou primeiro, e que deu seu único Filho para que pudesses verdadeiramente “estar em amor”

AÍ SIM, DESPERTE O AMOR, POIS ELE O QUIS.